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Barbeiro de Felipão tem cão chamado Robinho e aposta que cliente 'colocará os jogadores na linha'

Roberto Realli atende à família Scolari em um barber shop na Vila Pompeia

Renato Oselame, Estadão PME,

11 de junho de 2014 | 06h30

Roberto Realli, 39 anos, realizou o sonho de abrir a própria barbearia em 2006. De lá para cá, ele transformou o negócio em um barber shop “old school”, espécie de salão retrô com elementos do rock’n roll e muito da sua própria personalidade. A empresa se expandiu e hoje atrai clientes importantes, o principal deles justamente o técnico da seleção brasileira Luiz Felipe Scolari.

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Os dois se conhecem há cerca de dez meses e, atualmente, Realli até arrisca opinar sobre a postura do técnico da seleção, que apesar da careca aparente é cioso com os cabelos que tem e muito reservado quanto ao bigode grosso. “Ele é inteligente para caramba. O time é como a família Scolari, ele coloca os caras na linha.”

Para além da família do time de futebol, o profissional também conheceu o filho de Felipão, Fabrício. Foi ele quem apresentou a barbearia ao técnico. “Ele veio por indicação do próprio filho, Fabrício. O menino gosta de rock e gostou do estilo daqui. Acho que ele gostou de mim para caramba e quis que o pai viesse”, afirma.

Desde este dia, Realli pôde conhecer o técnico um pouco mais e compartilhar histórias engraçadas com Felipão. Torcedor do Santos, Realli tem um cachorro chamado Robinho e, em uma das ocasiões em que estava com o técnico, perguntou se o jogador atualmente do Milan seria selecionado para a Copa. “Só não posso dizer o que ele respondeu, vocês já sabem”, brinca o barbeiro.

Realli também diz que certa vez em recepcionou Felipão lembrando ao técnico de que ele já estava há praticamente um ano cortando o cabelo na barber shop. “E você não me dá nem um bolo, nem um cafezinho?”, riu o técnico.

Brincadeiras a parte, Realli diz que Felipão leva a sério o corte de cabelo. “O bigode a gente só dá uma retocada, mas com o cabelo ele é cuidadoso”, diz. “Por mais que uma pessoa não tenha muito cabelo, ela sempre quer que o corte fique bacaninha.”

E não é só Felipão quem tem frequentado a barbearia. Já passaram pela cadeira de Realli jogadores como o goleiro Denis, o lateral Douglas e zagueiro Rafael Tolói, todos do São Paulo. Realli diz que chega a fazer entre 10 e 15 cortes de cabelo, pelos quais cobra R$ 50. Nesta atividade, então, o profissional tem receitas entre R$ 500 e R$ 750 por dia. Apesar de não estimar seu faturamento mensal, ele afirma que a empresa tem superado expectativas. “Se colocarmos em porcentagem, o retorno está em 50% a mais do que eu imaginava”, avalia.

A razão para o sucesso financeiro da atividade, Realli acredita que está no atendimento prestado. “É como um ateliê com hora marcada. Hoje as pessoas não têm tempo de fazer as coisas, o tempo ficou curto”, diz. O profissional também afirma que, por trabalhar sozinho, o cliente tem o espaço inteiramente a seu dispor. “Ele pode relaxar, ouvir um som (rock, principalmente) e cuidar do visual”. Dentre as bandas que mais tocam na barbearia, Realli cita Ramones e The Clash.

Outro motivo foi a escolha do bairro, a Vila Pompeia, para abrir o barber shop. O profissional começou sua carreira há quinze anos, trabalhando para salões na Vila Pirituba. Quando decidiu montar a própria empresa, Realli optou por uma localização melhor a fim de atrair mais clientes.

A personalidade com a qual construiu o barber shop, adornado com todo o tipo de objetos que contribuam para o efeito retrô desejado, é um diferencial da empresa. O empreendedor lembra que, no início, não possuía tantos artigos, mas começou cada vez mais a decorar o ambiente ao próprio gosto. Valeu a pena: foi justamente o que chamou a atenção de Fabrício, filho do Felipão, há quase um ano. “Ele gosta de rock, passou por aqui e gostou do estilo. Dois dias depois, apareceu com o pai”, diz.

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