José Patricio/Estadão
José Patricio/Estadão

Bar explora o mercado nacional para crescer e loja online aposta nas cervejas do rock

Empresário enxergou o potencial das cervejarias brasileiras para abrir restaurante diferente em São Paulo

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

25 de setembro de 2013 | 06h28

Do Rio Grande do Sul ao Pará. São mais de 120 rótulos de cervejas brasileiras servidas no estabelecimento do empresário Oliver Buzzo, que apostou nos sabores do País para abrir o De Bruer, mistura de bar, restaurante e loja na Vila Madalena, em São Paulo. “Estou em uma área competitiva. Até cabeleireiro vende cerveja especial. É preciso ter um diferencial para concorrer com espaços já estabelecidos”, conta Buzzo, que investiu R$ 200 mil no negócio inaugurado no fim do ano passado.

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Buzzo é sociólogo de formação, trabalhou com pesquisa de mercado e na Bolsa de Valores até resolver “viver de cerveja”. “Vivi uma época em Londres, onde descobri o que era cerveja de fato”, conta. “As margens nesse setor são muito pequenas e o custo muito alto, principalmente com a folha de pagamento e o aluguel. Meu faturamento é de R$ 30 mil por mês, mas isso não paga minhas contas. Estou subindo lentamente para entrar no azul nos próximos meses”, espera Buzzo.

As restrições impostas pela lei que proíbe motoristas de consumirem qualquer dosagem de bebida também impuseram dificuldades. “O que ouvi é que a movimentação na região caiu 50%. Eu já comecei nesse esquema de lei seca e para mim a vida sempre foi difícil”, afirma o empresário.

Os sócios Mauricio Moraes e Vinicius Gaiotti também investiram em um espaço para as pessoas comerem e beberem cerveja. Eles abriram a Cervejaria Theodora, em Santo André, na região do ABC – na casa, os tanques que armazenam a bebida artesanal também compõem a decoração do restaurante. “Eu tinha o desejo de abrir uma cervejaria e o Vinicius já era meu fornecedor de cordeiro quando eu era dono de outro restaurante”, conta Moraes.

O estabelecimento foi inaugurado em maio e exigiu investimento de R$ 2 milhões. Atualmente, a cerveja produzida é direcionada apenas para o consumo dos frequentadores do local. Mas o plano é expandir. “Meu tio-avô, na década de 30, já produzia cerveja em casa. Acho que o interesse está no sangue, mas foi despertado quando morei um ano na Inglaterra, onde a variedade é muito grande”, afirma Moraes.

O empresário Maurício Mantovani, por sua vez, apostou no universo virtual com a Cerveja Store, marca que reúne e-commerce, clube de assinatura e venda para restaurantes, empórios e bares. Há dois meses, a empresa foi a primeira a importar a Trooper, lançada pela banda de rock Iron Maiden. As primeiras 2,5 mil garrafas foram vendidas em 24 horas.

O sucesso foi tanto que o site mantém uma loja especial da cerveja da banda e também para as bebidas do AC/DC e um espaço denominado Prateleira do Rock. É cada vez mais comum, aliás, cervejas de bandas. Além do Iron Maiden, integram essa lista os grupos Velhas Virgens, Ultraje a Rigor, Sepultura, Nenhum de Nós e Raimundos. E para quem quiser conhecer mais sobre o universo da cerveja, o Beer Experience, festival de cervejas especiais, começa sexta-feira em São Paulo.

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