Banda Larga: Setor tem desafios pela frente

Banda Larga: Setor tem desafios pela frente

Em 2018, a Vivo foi a líder, com 51 pontos de aprovação. Neste ano, a empresa se mantém no topo, mas empatada com a Net/Claro

Redação, O Estado de São Paulo

29 de agosto de 2019 | 19h53

Os fornecedores nacionais de banda larga têm um desafio significativo pela frente: o setor foi o que registrou o pior índice de satisfação da pesquisa. Em 2018, a Vivo foi a líder, com 51 pontos de aprovação. Neste ano, a empresa se mantém no topo, mas empatada com a Net/Claro. Ambas com apenas 39 pontos. 

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Para Roberta Godoi, diretora para PMEs da Net/Claro, essa queda é reflexo das novas exigências dos consumidores. “O importante é ressaltar nosso compromisso de trazer novas soluções e atender a essas expectativas”, afirma.

O vice-presidente de B2B da Vivo, Alex Salgado, diz que o setor também tem bastante atenção da operadora. “Esse é um segmento com grande perspectiva de crescimento com a retomada da economia. Queremos ajudar com soluções que tragam produtividade e permitam que eles atendam melhor a seus clientes, gerando mais receita e negócios”, diz.

Ranking tem novidade no segundo lugar

Com 38 pontos no índice de satisfação, a banda larga da TIM estreia no Escolha PME logo atrás das líderes da categoria. Para Rafael Marquez, diretor de Marketing do segmento corporativo da TIM Brasil, a parceria com os pequenos e médios empresários justifica a posição da empresa na pesquisa. “Tentamos entregar muito mais serviços e comodidades. Assim, o cliente pode focar no seu negócio e usar a tecnologia para ganhar produtividade e eficiência”, afirma Marquez. Como exemplo, o executivo cita soluções de segurança digital, armazenamento de arquivos na nuvem e servidores de e-mail como diferenciais. “Conosco, o cliente tem o benefício de ter uma operadora que faz essa parceria com outras grandes marcas e entrega esse serviço de uma forma mais simples.”

Apesar de figurar entre os líderes de satisfação, a empresa não vai tão bem como objeto de desejo, no terceiro lugar. Uma explicação é que a Tim não está em todo o território nacional, mas apenas em alguns Estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

Para Oi, segmento é estratégico

No terceiro lugar da categoria, com 28 pontos no índice de satisfação, a Oi enxerga os empresários de pequeno e médio porte como estratégicos para sua retomada. Atualmente, a empresa, que entrou em recuperação judicial em 2016, passa por problemas de caixa.

Mais do que comercializar os principais serviços de telecomunicação, a Oi aposta em pacotes para simplificar o dia a dia dos empreendedores, diz o diretor comercial da Oi, Bernardo Winick. “No segundo trimestre de 2019, lançamos o combo Oi Total Empresarial”, conta o executivo. “O produto é direcionado para o segmento de pequenas e de microempresas e tem como diferencial competitivo a possibilidade de adquirir telefonia fixa, móvel e pagar por esses serviços de banda larga, TV e móvel numa única fatura.”

Winick também sinaliza que o novo posicionamento da operadora, direcionado para fibra ótica, tende a fortalecer a atratividade da companhia para a banda larga. “O serviço de internet que tem como base a tecnologia de fibra possui alta velocidade, estabilidade e preço competitivo.Esses itens são fundamentais para atender a esse tipo de cliente”, avalia o executivo.

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