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Bancos públicos são destaques

Instituições como BB e CEF têm vantagens como disponibilidade maior de recursos

Estadão PME

30 de maio de 2016 | 05h00

Em um ano de retração econômica e marcado pelo rebaixamento da nota soberana do Brasil pelas agências classificadoras de risco, as instituições financeiras apertaram o cinto e assumiram uma postura ainda mais conservadora na concessão de linhas de financiamento. Esse cenário, segundo a pesquisa ‘Escolha PME’ e os próprios bancos avaliados, já se observa nas respostas dos empresários, que foram entrevistados no segundo semestre de 2015.

Como era de se esperar, os bancos públicos são destaques nesse quesito, que conta com nota de satisfação média de 7,93, abaixo da média geral de todo o levantamento, que ficou em 8,26. Pende para o lado do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal a carteira de recursos disponíveis, assim como a diretriz pública de ofertar ao mercado algumas linhas com parte dos juros subsidiados.

Carteira do BB alcançou R$ 95 bilhões em 2015

Dono de R$ 95 bilhões para investimentos em empresas com faturamento máximo de R$ 25 milhões ao ano, o Banco do Brasil é o primeiro colocado na categoria que avalia a satisfação dos clientes no fornecimento de crédito em 2015 – o banco obteve marca de satisfação de 69,2 pontos no ranking que analisa esse atributo. 

Segundo o banco, os responsáveis pela liderança, além do volume de recursos, são as taxas cobradas e os serviços embarcados. Um deles é o sistema de gerenciamento financeiro remoto, que possibilita ao tomador de crédito fazer o controle e tomar decisões de saques e pagamentos sem precisar ir até a agência. 

“Temos linhas muito competitivas, como por exemplo uma de investimento, que cobra de juros TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo, atualmente em 7,5% ao ano), uma taxa de 4,5% ao ano”, afirma o diretor de Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Ilton Luís Schwaab.

Atualmente, 52% do saldo da carteira de financiamento para o segmento de pequenas empresas envolve antecipação de recebíveis das vendas a prazo com duplicatas, cheques pré-datados e também cartões de crédito. 

As linhas para capital de giro, capazes de viabilizar a aquisição de estoques, pagamento de compromissos, folha de pagamento e impostos, representam 40% das tomadas de crédito; o restante vai para linhas de investimento, para a reforma ou ampliação de instalações e aquisições de máquinas e equipamentos.

CEF aparece na terceira posição

A Caixa Econômica Federal, que tradicionalmente investe na propaganda de suas linhas de crédito, ficou em terceiro lugar no ranking, com índice de 61,6 e uma nota de satisfação abaixo da média da categoria, com 7,80.  

O Itaú ocupa a segunda posição, com 68,8 de índice e nota de 8,11. Segundo a pesquisa organizada pelo Estadão PME, o fator decisivo de sucesso na categoria é o preço, com a relação custo e benefício ocupando a primeira posição.

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