Bancos projetam PIB de 3,9% em 2011 e 4% em 2012

Segundo Febraban, inflação oficial deverá chegar ao final de 2011 em 6,3%

Gustavo Uribe e Adriana Fernandes, Agência Estado,

03 de agosto de 2011 | 17h49

O Produto Interno Bruto (PIB) deverá encerrar 2011 com um crescimento de 3,9%. O dado integra a última edição da Pesquisa Febraban de Projeções Macroeconômicas e Expectativas de Mercado, que calcula a mediana das expectativas de 31 instituições financeiras. O levantamento, organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e realizado entre os dias 28 de julho e 2 de agosto, aponta ainda uma projeção de expansão do PIB da ordem de 4,0% em 2012. Na pesquisa anterior (divulgada no final de junho), a previsão dos bancos apontava para um crescimento de 3,9% em 2011 e de 4,1% em 2012.

A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá chegar ao final de 2011, de acordo com o levantamento, em 6,3%, ante 6,2% previstos na pesquisa anterior. Para 2012, a mediana das expectativas em relação à inflação oficial é de 5,2%, ante 5,1% apurado anteriormente.

A taxa básica de juros, a Selic, segundo as instituições financeiras, deverá encerrar 2011 em 12,75% ao ano. Para 2012, a projeção é de 12,50% ao ano. Na pesquisa anterior, as projeções eram de 12,50% em 2011 e de 12,25%, em 2012.

A expectativa das instituições financeiras para o dólar é de que ele termine 2011 cotado a R$ 1,59. Em 2012, a previsão para o dólar no encerramento do ano é de R$ 1,66. Na pesquisa anterior, as projeções eram de um dólar cotado a R$ 1,60 no final de 2011 e a R$ 1,69 em 2012.

Medidas cambiais

O presidente da Febraban, Murilo Portugal, afirmou que o diálogo com o ministro da fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, sobre as medidas cambiais adotadas na semana passada foi positivo. Após a reunião no Ministério da Fazenda, Portugal preferiu, no entanto, manter silêncio sobre as propostas que os integrantes do mercado financeiro levaram a Mantega e a Tombini de ajustes nas medidas cambiais.

Ele disse que preferia não fazer comentários e limitou-se a afirmar que discutiu na reunião a implementação, as dificuldades e as complexidades das medidas. Portugal afirmou que "é um diálogo que já está acontecendo desde a semana passada no nível técnico e, agora, levamos a um nível maior, ao ministro Mantega e a Tombini".

Diante da insistência dos repórteres sobre a possível necessidade de ajustes, ele disse: "não quero conversar sobre isso". "Como mencionei, viemos discutir a implementação de medidas atuais", afirmou. Murilo Portugal não quis nem mesmo comentar se é possível iniciar o recolhimento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1% sobre as posições vendidas no dia 5 de outubro. "Eu não sei se é possível ou impossível. Eu não quero entrar nestes detalhes. Agradeço a vocês."

Tudo o que sabemos sobre:
BancosEconomiaPIB

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.