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Ayres da Cunha: Sabe de uma coisa? Eu não volto

Ayres da Cunha vendeu a Blue Life para a Amil e investiu no interior

Renato Jakitas, Estadão PME,

26 de fevereiro de 2014 | 12h03

Com R$ 30 milhões no bolso, o médico Ayres da Cunha Marques entregou o comando da Blue Life em 2007 para a Amil Participações e, ato contínuo, seguiu com a mulher de São Paulo para Aparecida do Taboado (MS), onde tinha construído uma casa de veraneio. A ideia era passar um tempo por lá, descansando da rotina de empresário que vinha cultivando desde 1980, quando lançou a operadora de saúde que, no ano que precedeu a negociação de venda, faturou R$ 300 milhões.

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O que Ayres da Cunha não esperava era que a viagem de férias viria a se tornar mais uma escala de sua trajetória profissional. “A venda da Blue Life foi, na verdade, quase uma transferência de dívida. Mas estava com um bom dinheiro na conta e quando cheguei aqui, no interior, falei para minha mulher: ‘Sabe de uma coisa? Eu não volto mais. Se quiser, pode voltar, eu não volto’. Ela disse: ‘Não, eu fico também’.”

Para ocupar os dias, ele começou a investir no agronegócio. “A ideia era só criar uns peixes para vender, mas percebi que poderia montar uma fábrica de ração, depois um frigorífero, uma graxaria, uma alevinagem. Acabou que gastei todo meu dinheiro e criei uma empresa com 400 funcionários e 17 caminhões.

O faturamento ainda é pequeno, R$ 2 milhões por mês, mas vamos diversificar e crescer”, conta. “Digo que ter dinheiro e não trabalhar é como jogar tênis contra a parede. Meu prazer é a disputa, é lutar, chegar ao final do mês e ter de arrumar dinheiro para pagar os funcionários.” 

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