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Avanço nas contratações em pequenas empresas não surpreende, dizem empreendedores

Juliana Motter, da Maria Brigadeiro, e Pedro Chiamulera, da Clearsale, participaram de debate sobre o tema na TV Estadão

Estadão PME,

26 de fevereiro de 2013 | 15h18

"Uma das motivações do empreendedor é contratar. Eu acho muito gostoso isso", afirma a empresária Juliana Motter, dona da doceria Maria Brigadeiro. Ao lado de Pedro Chiamulera, da Clearsale, ela participou nesta terça-feira de um debate na TV Estadão sobre o avanço na participação das pequenas empresas em contratações com carteiras assinadas no Brasil.

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Blogueiros-empreendedores do Estadão PME, não surpreende para eles o fato de que os negócios de menor porte respondam pela maior parte das vagas de emprego criadas no País na última década. "O pequeno e médio empresário é mais ágil para promover contratações do que as grandes empresas", diz Chiamulera.

Pesquisa inédita divulgada nesta terça-feira (26) pelo Sebrae aponta que os pequenos empreendimentos se consolidaram nos últimos anos – entre dezembro de 2000 até o mesmo período de 2011 – como os principais empregadores da economia formal no País.

O levantamento, feito em parceria com o Dieese, aponta que 52% da mão de obra no período foi contratada por pequenas empresas, aquelas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Em pouco mais de uma década, elas foram responsáveis pelo preenchimento de sete milhões a mais de vagas com carteira assinada e pela geração de 15, 6 milhões de postos de trabalho.

Eu comecei a empresa sozinha, fazendo meus brigadeiros e contratando, de acordo com a demanda, mais gente do que era necessário. Hoje somos em 40 pessoas, 20 pessoas de produção, fazendo os brigadeiros. Adoro contratações", conta Juliana, que confessa sua predileção por processos pouco convencionais de seleção.

"Já participei de dinâmicas e algumas foram para mim traumáticas. Quando empreendi, falei em romper com os padrões e fazer algo bem diferente, Tenho um processo muito afetivo, o que importa são os valores, independentemente do currículo", destaca.

Padro, por sua vez, destaca a necessidade de procurar novos métodos e processos para contratação. "Este ano estamos nos estruturando para ter um processo pró-ativo, envolvendo a pessoa, para (o candidado) dizer que é legal trabalhar na Clearsale", explica o empresário, após assistir um vídeo que documenta o processo pouco convencional de contratação criado pela cervejaria Heineken (Assista aqui).

"Você até consegue segurar a pessoas pelo sonhos, pagando menos. Mas na medida em que a empresa vai crescendo, você tem de agregar outros valores, porque não dá para concorrer com as grandes empresas", diz Pedro Chiamulera, que conta que precisou recrutar cem pessoas no final do ano passado por conta de um contrato assinado com um novo cliente.

"Nós temos uma pesquisa dentro da empresa para saber quem são as pessoas que a gente quer, quais são as pessoas que estão nesse segmento, quanto se paga. (Isso) para se posicionar: 'aqui vai ter esses benefícios e quanto (você) ganha para trabalhar aqui", explica o empreendedor.

Veja um vídeo extraído da entrevista

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