Atividade industrial tem leve alta em julho, diz CNI

Nível de atividade da indústria brasileira em julho atingiu 50,4 pontos, ante 48,1 pontos em junho

Agência Estado,

23 de agosto de 2011 | 17h23

O nível de atividade da indústria brasileira em julho atingiu 50,4 pontos, ante 48,1 pontos em junho, conforme dados divulgados hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no estudo "Sondagem Industrial". Apesar de ressaltar que a produção industrial ficou relativamente estável em julho na comparação com o mês anterior, a CNI avalia o cenário atual com um pouco de pessimismo e cita que "há indicações de que a atividade industrial segue abaixo do usual e em desaceleração".

Em julho do ano passado, o indicador de nível de atividade havia atingido 53,4 pontos. Nesse estudo é considerada uma escala na qual valores acima de 50 pontos significam avaliação positiva ou crescimento e, abaixo disso, retração.

"Sondagem Industrial" consultou 1.892 empresas, sendo 988 pequenas, 638 médias e 266, grandes. O período de coleta de informações foi entre os dias 1º e 16 de agosto. O estudo da CNI indica que dos 26 setores da indústria de transformação, 22 estão com atividade abaixo do usual para o período, na percepção dos industriais.

Capacidade instalada

Já o indicador de Utilização de Capacidade Instalada (UCI) atingiu 75% em julho, ante 74%, em junho. A UCI efetiva, que segue o critério de pontos, ficou em 45,1 pontos em julho em relação aos 44,7 pontos em junho. A CNI destaca que o estoque na indústria ficou muito acima do planejado no mês passado, com 53,9 pontos, em comparação com 53 pontos em junho.

"Como esses estoques precisam ser desovados, a produção industrial não deve crescer. Soma-se a isso o cenário desfavorável Às vendas, pois tanto o mercado externo como o interno estão desaquecidos, os juros e a inflação estão em alta e há escassez de crédito", avalia o economista Marcelo de Ávila, da CNI.

A desaceleração apontada, entretanto, não é capaz de desestimular o setor. De acordo com a CNI, os empresários continuam confiantes na demanda do mercado interno, no número de empregados e nas compras de matérias-primas para os próximos seis meses. 

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