Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

As dicas de empreendedores que crescem no comércio eletrônico

Eles ainda são pequenos comércios eletrônicos, mas têm tudo para conquistar cada vez mais espaço no setor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

04 de setembro de 2013 | 06h30

Eles são empreendimentos com o DNA da internet, que encontraram um nicho específico e atraíram investidores. E suas histórias têm outro ponto comum: os idealizadores desses negócios têm agora o desafio de manter o sucesso.

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É o caso, por exemplo, do médico veterinário Marcio Waldman. Ele administrava uma clínica e petshop, mas em 1999, quando a internet ainda era algo novo no Brasil, resolveu investir em uma loja virtual para vender rações e outros produtos para animais de estimação. Os dois negócios caminharam juntos até 2005, quando o empresário resolveu empreender apenas no comércio eletrônico por conta dos bons resultados obtidos. "Vendi alguns equipamentos e investi R$ 20 mil no e-commerce", conta Waldman.

Os motivos que explicam a eficiência do negócio, que conta com 75 colaboradores, são muitos. "A profissionalização da empresa, com foco em resultado, a maturação do mercado e as ações de reposicionamento de marca, além de novas funcionalidades do site que facilitam a venda online", afirma.

Mas a novidade principal da PetLove foi a criação, há cerca de seis meses, de um clube de assinaturas para compra de rações – Waldman precisou investir R$ 300 mil na novidade, que já responde por 4% do volume de vendas. A empresa também vai começar a oferecer produtos de marca própria.

Na Wine, o clube de assinaturas de vinhos é o carro-chefe, responsável por 40% do negócio. A empresa nasceu em 2008 e originalmente era um pequeno empreendimento de distribuição da bebida. A marca cresceu na web, conta atualmente com cerca de 300 funcionários e espera faturar R$ 125 milhões neste ano, mais que o dobro de 2012. O investimento, usado para sustentar a proposta durante os primeiros quatro anos de vida, foi de aproximadamente R$ 5 milhões, conta Rogério Salume, um dos donos da iniciativa.

"Nosso forte é fazer aquilo que falamos, ou seja, entregar os produtos no prazo certo", diz Salume. "Em 2004, quando iniciamos, a atenção ao cliente era muito falada, mas pouco praticada", complementa.

 

Com atuação mais recente no mercado, a Lema 21 apostou em um nicho específico, a comercialização de óculos exclusivamente pela internet. O diferencial da empresa, criada em 2012, é vender apenas produtos próprios, todos com o mesmo preço final para o consumidor interessado: R$ 267.

 

Apesar de jovem, o negócio despertou interesse dentro e fora do Brasil e captou R$ 3,2 milhões com investidores. A ideia nasceu nos Estados Unidos, quando o engenheiro Jonathan Assayag conheceu sua sócia, também brasileira, durante um MBA. "Procurávamos um mercado para investir e após fazermos muita pesquisa, durante um ano, decidimos por esse", conta. Os cerca de 130 itens que compõem a vitrine virtual da marca são importados da Ásia, de fabricantes que também produzem óculos de marcas famosas, segundo Assayag.

 

A aposta da Baby.com.br é na diversidade dos produtos à disposição dos consumidores – são cerca de 8 mil itens. Até por isso, na opinião do diretor de marketing do negócio, Adam Burgh, o principal ponto de atenção da empresa é com a logística. "O custo do frete é alto e nosso grande desafio é negociar com empresas desse segmento, além de melhorar processos do centro de distribuição", afirma.

Lançada em 2011, a empresa foi pioneira no comércio eletrônico de produtos infantis. O negócio conta com investidores brasileiros e dos Estados Unidos e também tenta diferenciar-se da concorrência pelo valor dos produtos. "Queremos entregar preços melhores para as mamães", afirma Burgh.

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