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Argentino muda para o Brasil, abre restobar e fábrica de alfajor e empanada

Principal dificuldade desde o início do negócio é a mão de obra

Gisele Tamamar, Estadão PME,

24 de novembro de 2014 | 07h01

O argentino Cristian Galarza deixou a cidade natal há 14 anos em busca de uma oportunidade de trabalho no Brasil. Trabalhou na área comercial de uma importadora, mas resolveu investir em um próprio negócio. Primeiro, em 2007, abriu um café, que acabou se transformando em um "restobar", como ele define. E qual foi o principal problema enfrentado neste ano? "A mão de obra foi o principal problema deste ano e da historia do meu negócio", conta o dono do Moocaires.

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Cristian conta que a dificuldade de contratação acaba sendo um dos empecilhos para crescer. "É uma área bastante difícil de contratar. Você prepara as pessoas e depois elas cansam ou trocam seis por meia dúzia e depois voltam a te pedir emprego. Basicamente entre 50% e 60% da mão de obra é rotativa", diz o argentino, que também aponta a questão tributária como um problema.

Mas ao contrário dos empresários que tiveram dificuldades durante a Copa do Mundo no Brasil, Cristian não tem do que reclamar. "Foi fantástico. Fomos uma referência na torcida argentina e não tivemos que dividir a torcida com tantos bares", conta.

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História. Quando resolveu empreender, o argentino optou por um café. "Café na Argentina significa tudo isso: um lugar para trabalhar, tomar um café, almoçar, jantar, namorar, discutir relação e fechar negócios. Graças ao trabalho, a Deus e a sorte estou bem", conta.

De café, o Moocaires passou a ser uma mistura de restaurante e bar no bairro da Mooca, em São Paulo. A ideia de Cristian sempre foi ter um negócio com cara argentina, mas o bar não tinha muitos elementos característicos. Foram os clientes que começaram a pedir. "Foi na época que o brasileiro começou a viajar muito para Buenos Aires e voltava com a vontade de comer o bife de chorizo, alfajor e empanada e com a imagem do Caminito na cabeça. Foi aí que comecei a investir no temático do bar", conta. Com a demanda dos produtos, ele também resolveu abrir uma fábrica de empanadas e alfajores, onde são produzidos atualmente 15 mil itens por mês.

Expansão. Em junho, Cristian abriu uma filial do Moocaires na Granja Viana e pretende abrir pelo menos mais duas unidades em 2015. "Franquias por enquanto não, mas no futuro pode ser", conta. Sobre 2014, Cristian afirma que foi um ano difícil, mas que trouxe resultados positivos. Com o faturamento mensal do bar na Mooca entre R$ 100 mil e R$ 120 mil, ele conseguiu fazer investimentos para crescer.

Para 2015, ele espera um ano "mais duro". "Dentro dessa 'dureza', as empresas precisam estar estruturadas para chegar a um diferencial para poder trabalhar. Quero ser um restobar argentino, mas nem por isso vou abrir mão de qualidade, bom atendimento e higiene. É o tripé básico do conceito e pode ser a saída para muitas pessoas que não conseguiram enxergar alguma coisa para o ano que vem", afirma.

"Sigo pensando em investir, em crescer. Essa crise que está ou virá não me faz mudar a visão do negócio. Sigo pensado em abrir duas ou três casas novas sempre com o mesmo formato e proposta", diz. 

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