Wilton Junior/Estadão
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Aquário é a aposta da vez

Dos 12 estabelecimentos do segmento em operação atualmente, metade é particular

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo,

17 de dezembro de 2014 | 07h14

Se os zoológicos tradicionais deixam ainda a desejar quanto a atração de investidores, o mesmo não se repete com os aquários pelo Brasil.

Nos últimos anos, esse tipo de atração parece ter entrado na mira dos empreendedores, grandes e pequenos – dos 12 estabelecimentos em operação atualmente, metade já é particular. E a julgar pelos projetos anunciados, a balança deve pender em direção à iniciativa privada muito em breve.

O sétimo aquário privado está previsto para ser inaugurado no Rio de Janeiro, no fim de 2015. O AquaRio, idealizado pelo biólogo Marcelo Szpilman, será também o maior da América do Sul: com 4,5 milhões de litros, incluindo um túnel de acrílico passando por baixo do tanque oceânico, este com 3,5 milhões de litros.

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“É um projeto meu de 20 anos e sempre entendi que deveria ser privado. Tudo que é público precisa de licitação e um peixe não pode esperar. Se uma bomba quebrar, tem de ser trocada na hora”, conta o empresário, que se associou a três empresas de grande porte para bancar o projeto, orçado em R$ 9 milhões apenas na primeira fase. “Ficamos aqui na região do Porto Maravilha e teremos uma estação de VLT com o nome de Estação AquaRio.”

Bem mais modesto, Anael Fahel é dono do Aquário de São Paulo, negócio de 9 mil metros quadrados que funciona no bairro do Ipiranga, localizado na zona sul de São Paulo.

Ele aportou, no início, R$ 500 mil para lançar o empreendimento, erguido no lugar de um outro negócio seu, o Planetário do Ipiranga. “Eu mudei de ramo, do planetário para o aquário, porque julgava que seria um negócio com mais apelo para todo o ano”, conta Fahel, que curiosamente não conhecia absolutamente nada do ramo antes de colocar o primeiro peixe para nadar no aquário e, agora, já tem planos de inaugurar um zoológico convencional na região da Grande São Paulo.

“Comecei vendendo passeios de escolas para circos. Tinha 17 anos e ia até uma cabine pública de telefone na estação de metrô Jabaquara, de lá ligava para as escolas. Tinha três minutos para começar, conduzir e concluir a venda, se não o telefone fazia ‘pululum’ e, do outro lado, percebiam que eu não tinha estrutura nenhuma”, lembra.

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