Waze/Divulgação
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Aprenda com o Waze como se manter no mercado

Procurar se manter relevante para o usuário é um dos conselhos do dirigente da empresa

O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2017 | 10h28

Para quem está trabalhando para montar uma startup, é possível aprender com aqueles negócios que deram certo para que o seu empreendimento tenha mais chance de sucesso. Country manager do Waze no Brasil e líder para a América Latina, André Loureiro Pereira dá algumas dicas com base no sucesso da empresa. A Waze é dona do aplicativo de mobilidade que fornece informações em tempo real a respeito de rotas e trajeto com base em GPS e na colaboração dos usuários. Foi fundada em 2008 em Israel por Ehud Shabtai, engenheiro de software, e Amir Shinar. Seu sucesso atraiu a atenção e, em 2013, foi vendida para a Google.

Segundo Pereira, muitas empresas quando lançam um aplicativo acham que isso é o fim, e que “agora vai dar certo”. Na verdade, lançar o aplicativo é o começo da jornada, diz ele. “E manter um círculo de atualização, aperfeiçoamento, é fundamental. Costumamos dizer que no nosso mundo de startup e tecnologia, a premissa é lançar rápido, se errar, errar logo, corrigir e não repetir mais o erro. E, então, seguir uma evolução constante.”

Na visão de Pereira, isso significa, se manter relevante para o usuário. “Há um desafio constante nesse sentido. O mercado muda muito rápido, então a busca pela relevância para o usuário é um processo constante. O Waze já é consolidado há um tempo, mas dentro do mercado em que atuamos, ficar só parado em cima disso não dá certo. A concorrência é feroz, há diversos players entrando nesse mundo”, afirma. Por isso, nos últimos 12 meses, a empresa lançou várias funções para buscar essa relevância entre os usuários do aplicativo.

Entre essas funções, ele cita o velocímetro na plataforma com o limite de velocidade da via e o que chama de planejamento de viagem, pelo qual o usuário adiciona uma atividade na agenda dele e o aplicativo o avisa a que ele tem de sair para chegar a tempo para o compromisso. “Especificamente para o Brasil, lançamos um alerta para acender o farol baixo quando o motorista entra em uma rodovia.”

Pereira reforça: “No mercado de tecnologia, seu usuário pode se desligar de você em um clique, pode deletar seu aplicativo, pode mudar de site, por isso, você tem de ser sempre o mais relevante possível para ele”.

O executivo lembra, para quem pretende entrar nesse mercado, que a tecnologia em nuvem permite escalar um negócio de um dia para o outro. “Existem pequenas empresas, startups com acesso à tecnologia avançada e desenvolvida por meio de open source, com ferramentas abertas. Então, todos os negócios, inclusive os menores, têm condições de pensar em grandes problemas. E pensar em grandes problemas traz grandes oportunidades”, diz Pereira.

 

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