Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Aposentado das quadras, Gustavo Kuerten fatura com imóveis, e-commerce e até academias

Depois de se tornar número 1 do ranking da ATP, Guga lucra associando sua imagem com empresas de pequeno e de médio portes

Renato Jakitas, Estadão PME,

05 de novembro de 2013 | 06h29

Um dos principais tenistas da história do Brasil, Gustavo Kuerten integra o rol dos esportistas que, após anunciarem a aposentadoria das competições, amplificaram o patrimônio com a aposta em pequenos e médios negócios. A lista de empreendimentos se estende por segmentos diversificados - de saúde, esporte e eventos, à imóveis e educação. Em comum, todos as iniciativas carregam a imagem do ex-atleta, expressa pela marca Grupo Guga Kuerten.

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Filho de empresário - seu pai tocava um negócio de esquadrias de alumínio em Florianópolis -, Guga conta que seu histórico como homem de negócios começou em 1995, quando precisou formalizar uma empresa para cuidar dos contratos publicitários e da imagem de atleta. O tenista entregou o comando da iniciativa ao irmão mais velho, Rafael Kuerten, então recém-formado em análise de sistemas e que ainda responde pelo grupo.

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"Meu irmão sempre foi um cara atirado em negócios. Ao 18 anos ele montou no meu quarto, enquanto eu estava competindo, um negócio para encordoamento de raquetes. Foi ele, na verdade, que encaminhou o Grupo até onde chegamos", conta o ex-tenista, que aos 37 anos mantém um currículo esportivo com três Grand Slams, (suas três vitórias em Roland Garros), um Masters e cinco Masters Series. Em 2000, ele permaneceu por 48 semanas na topo do ranking da ATP, mas após uma série de problemas físicos, decidiu abandonar a carreira em 2008.

"Sempre tivemos muitos empresários interessados em associarem-se ao Guga, por conta da carreira bacana dele, mas, sobretudo, pela imagem educada e animada que ele passava. Nosso trabalho, sempre foi o de garimpar os melhores negócios, aquelas mais associados com o perfil, aqueles que agregam valor à imagem do Guga, isso é fundamental", diz Rafael.

A estratégia do grupo consiste em sempre associar-se a outros empreendimentos, já experimentados. Foi assim com a recente aquisição de 20% da  da loja virtual Tiguana, focada em eletroeletrônicos em Santa Catarina, ou com a incorporação de um complexo com torres para escritórios corporativos de classe A localizado na capital catarinense, um empreendimento com Valor Geral de Vendas (VGV) que passa dos R$ 300 milhões.

"Nosso braço imobiliário é hoje em dia o carro-chefe do grupo. Mas também somos sócios de uma rede de academias, a Fórmula, com quatro unidades, e outras oportunidades", revela Rafael.

Mais voltado às iniciativas de cunho social, como o Instituto Guga Kuerten, o ex-tenista diz que dá expediente no Grupo esporadicamente. A agenda contempla basicamente a definição do plano de negócios e dar aval sobre a entrada em novos investimentos. 

Ele diz que a preocupação com a imagem é realmente importante. Mas não aponta suas definições apenas nesse quesito. "A vida é incontrolável e eu não vivo com essa coisa da imagem pendurada no pescoço. Eu simplesmente me esqueço disso no dia a dia", diz. "Eu acho que sempre uma discussão franca com todos da família, com nossos conselheiros, isso é importante para evitar grandes erros. Da mesma forma, o risco já faz parte do desejo de evoluir no mercado. Isso é natural."

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