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Após queda histórica, confiança do micro e pequeno empresário volta a subir

Apesar da alta, 36% dos empreendedores não consegue explicar as razões para otimismo em relação ao próprio negócio e ao cenário econômico do País

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2016 | 12h30

Após um recuo recorde, a confiança dos micro e pequenos empresários do varejo voltou a crescer em maio. O Indicador de Confiança da Micro e Pequena Empresa (ICMPE) calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) registrou no último mês um aumento de 15,1% no otimismo em relação ao mesmo período do ano passado e atingiu 42,19 pontos.

Apesar da aparente melhora, ainda não é possível falar em recuperação da confiança para as MPEs pois, em abril, o indicador caiu 12% na variação mensal, menor patamar em sete meses, com 37,92 pontos. O dado de maio segue abaixo do nível neutro de 50 pontos, demonstrando que os empresários entrevistados continuam pessimistas em relação à economia do País.

“Ao longo de 2016 e do ano passado, empresários e consumidores depararam-se com ambiente de grande incerteza com relação aos rumos da política e da economia e viram os impasses interditarem a agenda econômica, fazendo agravar o quadro recessivo”, analisa o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Em relação à perspecitiva futura, os micro e pequenos empresários entrevistados pelo levantamento afirmam estar mais otimistas com o desempenho da economia e do ambiente de negócios nos próximos seis meses.  Em maio, o Indicador de Expectativas marcou 56,12 pontos, frente aos 48,36 pontos verificados em abril. Quando questionados sobre as razões do otimismo, porém, o 36% não sabem explicar e dizem apenas acreditar que as coisas irão acontecer (35,6%). Há também os que mencionam a resolução da crise política (33,9%), e os que confiam que a inflação será controlada e o país retomará o crescimento (16,1%).

Entre aqueles que manifestam otimismo com relação ao seu negócio, a razão predominante é a expectativa de que a economia irá melhorar, com recuo da inflação, aumento das vagas de emprego e das vendas (33,1%), seguidos por 32,4% que também não sabem explicar a razão do otimismo. Outros 19,3% dizem estar investindo no negócio para enfrentar a crise.

Amostragem. O ICMPE é apurado todos os meses e composto pelo Indicador de Condições Gerais e pelo Indicador de Expectativas a partir de entrevistas com 800 empreendedores do comércio varejista e serviços, com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. Em uma escala de zero a cem, quando o indicador vier abaixo de 50, indica que houve percepção de piora por parte dos empresários. 

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