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Após 25 anos, OS Simpsons ressurge para o setor de licenciamentos

No Brasil, marca movimenta o faturamento de 16 empresas pequenas, médias e grandes

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo,

29 de novembro de 2014 | 13h06

Um quarto de século depois, a comédia animada Os Simpsons permanece viva como produto de entretenimento na TV e também como marca para o mercado de licenciamento.

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Deixando os números da TV de lado e nos concentrando exclusivamente nos resultados obtidos no mundo do licenciamento, um bom exemplo da potencial dos personagens criados por Matt Groening em 1989 é a festa que acontece hoje na loja conceito da Riachuelo, na rua Oscar Freire, nos Jardins, em São Paulo. A rede de fast fashion organizou um evento para o lançamento de uma linha de produtos estampados por Bart, Homer & Cia.

Mas a moda, na verdade, é somente um dos braços rentáveis da marca, que pertence à norte-americana Fox. Atualmente, o grupo de mídia fatura no varejo US$ 2,6 bilhões por ano com o licenciamento de seus produtos, e Os Simpsons ainda são tratados como a 'menina dos olhos' desse filão.

Por aqui, a marca movimenta o caixa de 16 empresas, incluindo ai os 15 negócios que produzem e comercializam itens licenciados, de caderno a chinelo, além da agência responsável pela gestão dos Simpsons, a Redibra, que também cuida da Galinha Pintadinha, da Coca-cola e da Capricho, para ficar com exemplo das quatro principais marcas do portfólio da empresa.

"Eu tenho os Simpsons há 15 anos e, hoje, a gente está vivendo o melhor momento da marca como produto de licenciamento", conta David Diesendruck, dono da Redibra. "É uma marca que estava meio morna há dois anos, mas que agora vive uma fase interessante", conta o empresário.

Dois motivos são elencados por Diesendruck como justificativa para o bom momento dos Simpsons no Brasil. O primeiro, tem relação com mudança da série na TV aberta da Globo para a Band, transferência que tirou a comédia de horários alternativos na grande da televisão para a transmissão em horário nobre, de segunda à sexta.

A segunda explicação envolve uma mudança de estratégia no posicionamento dos produtos licenciados. A marca abandonou sua vocação histórica de alimentar linhas para crianças para passar a impactar adolescentes do sexo masculino acima dos 15 anos.

"Tinha de sair da briga com o Ben 10 e Homem Aranha para ir atrás do jovem homem, um cliente que começa com 15 anos e vai bem além", explica o presidente da Redibra. "A gente quer ter no ano que vem mais uns cinco licenciados para a marca. A gente vê muito potencial dos Simpsons para o skate e a área de alimentos. O Bart anda de skate e os personagens comem de tudo e o tempo todo", observa David Diesendruck.

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