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Aplicativos como Uber e Airbnb aumentaram em 15% renda mensal dos americanos

Por três anos, banco acompanhou a movimentação financeira de 2,6 mil pessoas engajadas em sites de economia compartilhada

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2016 | 05h00

Os trabalhadores americanos que se engajaram em aplicativos como o Uber e o Airbnb conseguiram incrementar suas receitas em quase 15% entre os anos de 2012 e 2015. Esse dado faz parte de uma ampla pesquisa realizada pelo banco JP Morgan e que procurou avaliar o impacto da economia compartilhada nos Estados Unidos.

Freelancers cadastrados como motoristas no Uber ou no Cabify, assim como fornecedores de mão de obra em plataformas de "bicos" como o TaskRabbit, consegiram retirar, em média, US$ 533 a mais por mês.

Já aqueles que colocaram quartos de suas próprias casas, imóveis de veraneio, carros ou demais produtos para a locação em sites ao estido do AibBnb ou do eBay angariaram um verba extra de US$ 314, também mensal.

Para chegar a esses dados, o JP Morgan acompanhou a movimentação da conta-corrente de 260 mil pessoas que se engajaram como fornecedores em pelo menos uma dentro de uma lista de 30 startups que atuam no segmento da economia compartilhada, no período que vai de outubro de 2012 a setembro de 2015.

O banco projeta que durante o período analisado por volta de 10,3 milhões de pessoas tenham aderido como mão de obra nesses plataformas, nos EUA. Como comparação, é mais do que toda a população do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte juntas.

Ao longo desses três anos, a pesquisa do JP Morgan também capturou que o número de fornecedores cresceu 47% no país.

A economia compartilhada, como sugere o nome, estimula o compartilhamento de bens e serviços, quase sempre usando a internet como espaço para as negociações.

Trata-se de um novo formato de se empreender e que, a sugerir pelo poder de disseminação de novas ideias pelo mundo, já é considera uma revolução no mercado como conhecemos.

"Este estudo é o primeiro desse tipo a lançar luz sobre as plataformas online de economia compartilhada, usando as transações financeiras como base. Ela oferece uma fundação importante para as políticas e debates econômicos relativos ao futuro do emprego", afirma o JP Morgan.

Na outra ponta do balcão, um levantamento realizado pela revista Forbes também em 2015 estima que a economia colaborativa cria receita anual de US$ 3,5 bilhões para as plataformas, valor que deve crescer 25% ao ano.

“Resumidamente, estamos falando de empresas que têm uma quantidade muito pequena de ativos aplicados na operação. Elas operam na intermediação de negócios. Vendem serviços de hospedagem sem terem imóveis. Trabalham no transporte, mas não possuem carros. São negócios altamente escaláveis”, observa Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo da Fiap e também do Insper.

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