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Aplicativo Tem Açúcar lança crowdfunding para compartilhar tempo

Plataforma criada por estudante de comunicação já alcança mais de 100 mil usuários

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2016 | 10h49

Tocar a campainha do vizinho para pedir algo emprestado é uma prática que caiu em desuso com o tempo. A intenção de romper esse ciclo gélido entre as comunidades foi o que motivou a então estudante de comunicação Camila Carvalho a criar a plataforma de compartilhamento Tem Açúcar. O projeto que começou despretensioso hoje busca financiamento coletivo para expandir a abrangência do aplicativo, que abriga desde a semana passada cerca de 100 mil usuários.

Com a meta de arrecadar R$ 60,6 mil, a campanha tem como finalidade espalhar o serviço de colaboração não apenas para objetos, mas também para dividir e compartilhar algo maior: o tempo, seja para cuidar de um jardim ou de pets enquanto alguém viaja. O crowdfunding já arrecadou R$ 34,7 mil e é possível colaborar até o dia 14 de novembro.

Para além do simples financiamento, Camila pretende compartilhar também a 'responsabilidade' de seu negócio com seus apoiadores. "Além de levantar o investimento, a ideia é levantar também uma consciência e engajar a comunidade nela", explica Camila. "O crowdfunding comunica que nosso projeto só pode ser desenvolvido de forma coletiva", analisa. 

A captação de investimento trandicional ainda é um entrave para o negócio de Camila. No começo, a proposta de capitalizar o Tem Açúcar não passou pela cabeça da empreendedora, que queria mesmo é encurtar a distância entre as pessoas e fomentar o consumo consciente. 

Por isso, as vias de captação em startups - como o seed money e o venture capital, ambos capitais de risco - ainda não chegaram ao Tem Açúcar. "O investidor no Brasil, mesmo sendo anjo, precisa arca com uma responsabilidade muito maior do que nos Estados Unidos, por exemplo", comenta a empresária.  

O Tem Açúcar ainda não é rentável para Camila, já que o valor pago pelos participantes da plataforma é simbólico. A empresária pretende reverter esse quadro por meio de parcerias com grandes empresas que desejam implementar o consumo consciente, e a primeira deve ser a RedBull.  

"Estamos finalmente conseguindo focar no modelo de negócio de comunidades fechadas dentro da plataforma", explica. "Empresas vão poder criar um grupo de compartilhamento dentro do Tem Açúcar. Isso vale para faculdades, condomínios ou qualquer outra iniciativa que queira", relata a empreendedora.


 

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