Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Aplicativo não é bolha, dizem especialistas

Cassio Spina, da Anjos do Brasil, e Wilson Baraban Filho, da Nuts Mobile e WBF, acreditam que segmento veio para ficar

Gisele Tamamar, Estadão PME,

18 de outubro de 2012 | 06h29

Com a crescente popularização dos dispositivos móveis, a pergunta de um milhão de dólares parece ser apenas uma: o segmento de aplicativos é uma bolha prestes a explodir ou um mercado repleto de oportunidades? A opinião dos participantes do Encontro PME foi a mesma: trata-se de um setor promissor.

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O fundador da Anjos do Brasil, Cassio Spina, inclusive, acredita tratar-se de algo que veio mesmo para ficar. “É um mercado novo, desenvolvido em uma velocidade extremamente acelerada e com grandes oportunidades. Obviamente, tudo isso traz também um desafio”, afirmou.

Spina refere-se à concorrência, afinal, da mesma forma que o empreendedor no Brasil pode atingir o mercado global da sua casa, um concorrente na China tem a mesma oportunidade.

Na avaliação de Wilson Baraban Filho, proprietário da Nuts Mobile e da WBF, o mercado é mesmo mundial. “Quando você faz um aplicativo, você não faz para uma classe de público, você faz pensando no mundo inteiro. A oportunidade de negócio é bilionária. É importante tentar achar o foco para a sua ideia, para que seu aplicativo faça sucesso”, aconselhou.

O empresário acredita ainda que o cenário futuro está muito relacionado ao smartphone. “Acho que teremos tudo no aparelho, vamos fazer tudo por ele. Vão surgir novas tecnologias e novos aplicativos”, analisou o empreendedor.

Os números da consultoria IDC demonstram a popularização dos smartphones no País. Só no primeiro semestre deste ano, foram vendidos 6,8 milhões de aparelhos, alta de 77% em relação ao mesmo período do ano passado. Até o fim de 2012, o aumento deve chegar a 82%. A previsão da consultoria é que os smartphones representem expressivos 57% do mercado total de celulares no Brasil até 2015.

Investimento. Outra boa notícia é que os investidores estão a procura de boas ideias. Mas o empresário precisa estar preparado para receber aporte financeiro. A primeira coisa avaliada por fundos de investimentos, segundo Spina, é o time, quem está na linha de frente da empresa.

“Claro que queremos oportunidades, saber o tamanho do mercado, lógico. Mas acreditamos que a capacidade desse empreendedor de executar, de conseguir se adaptar a situações de mercado é o que vai levar ao sucesso de negócio”, afirmou Spina, ele próprio um investidor. Por isso, ele bate na tecla da capacitação. “Queremos ver até que ponto você conseguiu chegar com seu esforço próprio”, completou.

De acordo com Spina, o empreendedor deve buscar parceiros com características complementares no momento de montar o negócio. “Em muitos casos, ele busca pessoas iguais a ele. É o primeiro erro”, disse.

O segundo desafio está no desenvolvimento. “Será difícil uma empresa se sustentar com um produto. O Angry Birds, por exemplo, virou uma série, e está lançando novos produtos constantemente”, finalizou Spina.

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