Reprodução internet
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Aplicativo brasileiro vai monitorar a síndrome do desaparecimento de abelhas

Bee Alert será usado pelas federações de apicultores após parceria firmada na Argentina

RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO,

16 de setembro de 2014 | 18h24

 Uma parceria firmada neste mês durante congresso do setor, realizado na Argentina, permitirá monitorar a síndrome do desaparecimento das colmeias em todo o continente. Os países utilizarão um aplicativo brasileiro para anotar o sumiço dos insetos.

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O sistema foi lançado a partir de Ribeirão Preto (SP) e de Mossoró (RN) para proteger as abelhas e evitar que continuem diminuindo. Ele surgiu juntamente com a campanha “Bee or not to be?”, iniciativa que ganhou o apoio internacional e a chancela das principais federações latino americanas.

O acordo pressupõe o compartilhamento de informações e o envolvimento de um grupo científico em cada país com os brasileiros à frente. A parceria foi firmada durante o Congresso Latino Americano de Apicultura, ocorrido em Puerto Iguazu, na Argentina, e os resultados coletivos do trabalho serão apresentados em 2015 no principal evento mundial do setor, em Daejeon, na Coreia do Sul.

Países como Argentina, Uruguai, Chile, Colômbia, Venezuela e Cuba já estarão adotando o Bee Alert para notificar qualquer morte ou perda expressiva de abelhas. A plataforma é a primeira a fazer esse trabalho de monitoramento e pode ser acessada por computador, smartphone ou tablet.

Importância. “Isso dará ainda mais credibilidade e ajudará a difundir e estimular o uso do aplicativo”, afirma o pesquisador da USP de Ribeirão Preto, Lionel Segui Gonçalves, uma das maiores autoridades em abelhas no Brasil. Ele lembra que o sistema já havia sido apresentado a outros países durante seu lançamento em outubro do ano passado em Kiev, na Ucrânia.

Além de monitorar e estudar o sumiço das abelhas, a iniciativa visa conscientizar as pessoas sobre a importância disso para a natureza e o homem. No Brasil também são recolhidas assinaturas de apoio a um projeto amplo para a proteção dos insetos. Segundo Lionel, cerca de 80% da flora depende da polinização e até 70% dos alimentos que compõem um café da manhã poderiam desaparecer em poucos anos sem as abelhas.

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