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Aplicativo ajuda a compreender idioma da geração millennials

Rede social criada pelo norte-americano Marsal Gavalda busca atingir os 'millennials', geração que já nasceu sob o escopo da tecnologia no sistema de aprendizagem

Entrevista com

Marsal Gavalda

Patricia R. Olsen, The New York Times

15 de setembro de 2016 | 05h00

NYT - O que é a Yik Yak e qual é seu cargo na empresa?

Marsal Gavalda - Somos uma rede social com base em localização usada principalmente pela geração do milênio, especialmente nos campi acadêmicos. A rede tem alcance geral de 1,5km a 8km. Se os membros mudam de localização, são exibidos a eles as postagens (ou yaks) dos membros na nova área. Minha equipe desenvolve o sistema de processamento da linguagem natural que analisa as publicações dos membros ligadas a padrões e emoções. Meu trabalho é usar as análises para tornar o aplicativo tão envolvente quanto o possível.

Pode nos dar um exemplo?

Suponhamos que um membro publique, “Pedindo uma pizza para o jogo de hoje”. Isso diz ao nosso sistema que o idioma é o português e a pessoa está se referindo a comida e esportes. Se o post terminar com uma exclamação, o computador interpreta que a pessoa está feliz. Informações desse tipo nos ajudam a desenvolver um perfil daquilo que pode agradar ao indivíduo, recomendando outros posts.

Como surgiu seu interesse na área?

Sempre me interessei pela linguagem e pela tecnologia. Sou da Catalunha, na Espanha, onde são falados dois idiomas, espanhol e catalão. Todo idioma tem convenções arbitrárias, mas há também aspectos universais nos idiomas. Com o passar dos anos, comecei a me interessar pelo que eles têm em comum.

Como é seu currículo acadêmico?

Tenho mestrado em linguística computacional e doutorado em linguagem e tecnologias de informação.

Usa o aplicativo pessoalmente?

Eu o uso todos os dias por causa do trabalho, mas também para manter contato com os locais que considero importantes. Além de poderem postar e visualizar posts relacionados a outros locais, os membros podem ver posts de outros locais. Mantenho contato com lugares com os quais ainda me sinto ligado emocionalmente, incluindo Barcelona e algumas regiões da Alemanha, China e Japão.

Como consegue se identificar com os membros sem fazer parte da geração do milênio?

Gosto de trabalhar com essa faixa etária, eles me parecem cheios de energia e criatividade. Nossos fundadores são da geração do milênio. Isso também me ajuda a acompanhar as gírias mais recentes. Posso falar em coisas que são “da hora” ou “zicadas”, mas não sei por quanto tempo esses termos permanecerão na moda./Tradução Augusto Calil

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