Wilton Junior/Estadão
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Apenas 1,5% das empresas consegue sustentar uma expansão acima dos 20% ao ano

É o que aponta um estudo da Endeavor em parceria com o IBGE

Estadão PME,

23 de julho de 2014 | 06h50

No mundo dos negócios, o crescimento – e isso é um consenso – não nasceu para todos. Mas o problema é que, no Brasil, ele parece não estar acessível para quase ninguém. Exemplo insofismável vem de um relatório produzido pela Endeavor, uma instituição global de fomento ao empreendedorismo, em parceria com IBGE. O estudo aponta o fraco desempenho dos negócios locais no que diz respeito à sua capacidade de expansão e traça um quadro preocupante quanto às ambições do empresariado.

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Segundo o levantamento, apenas 1,5% de todas as empresas brasileiras consegue sustentar uma expansão acima dos 20% ao ano, por pelo menos 36 meses consecutivos. Denominadas como Empresas de Alto Crescimento (EACs), esse contingente, registra-se, está pulverizado ao longo de todos os setores da economia, sem priorizar uma atividade específica.

O estudo emprega a última base de dados disponível do IBGE, entre os anos de 2008 a 2011. Ao todo, o Brasil registra 34.106 EACs no período. Dez por cento delas são de companhias de grande porte, com mais de 250 funcionários. O grosso, portanto, é formado por pequenas e médias empresas, com pelo menos dez colaboradores registrados. “É um número muito pequeno, isso não é quase nada para um País que tem a sexta economia mais importante do mundo”, opina Juliano Seabra, diretor-geral da Endeavor.

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O impacto direto de uma EAC na economia, destaca Seabra, é na geração de empregos. Segundo o relatório, essas pouco mais de 34 mil empresas foram responsáveis por 48,5% do total de empregos registrados entre 2008 e 2011, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos postos formais de trabalho.

O executivo da Endeavor faz uma comparação com um levantamento realizado nos Estados Unidos, em igual período. “Eles estavam no auge da crise econômica, um momento de retração e, mesmo assim, tinham 100 mil empresas de crescimento acelerado. Penso que, no nosso caso, a gente não poderia se contentar com nenhum número inferior a esse”, pontua.

“O maior problema é que a discussão de como inverter esse fraco desempenho, essa discussão passa ainda à margem das nossas preocupações. Ninguém parece ainda se atentar para esse dado, que é fundamental para o desempenho econômico do Brasil”, destaca Juliano Seabra.

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