Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Animais de estimação, música ou móveis? Não importa o setor, saiba o que fazer para se dar bem

Empreendedor precisa estar atento as exigências de mercado para aproveitar oportunidades que os segmentos oferecem

Estadão PME,

05 de janeiro de 2012 | 13h15

 Nos últimos dez anos, os gastos com a aquisição de móveis aumentaram 56,8% – de R$ 26,6 bilhões para R$ 41,7 bilhões. Já o varejo de de instrumentos musicais costuma movimentar R$ 1 bilhão em vendas. O mercado Pet, por sua vez, tem um faturamento estimado em R$ 13,6 bilhões. Um pouco menos  que os R$ 14 bilhões que o segmento de casamentos deve faturar.

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Em comum, esses quatro segmentos reservam oportunidades para quem pretende investir em um negócio próprio. Para ajudar você a entender cada um desses promissores setores - e suas respectivas peculiaridades -, o Estadão PME ouviu especialistas sobre cada um deles e mapeou as principais características. Confira:

Móveis

Movida pelo chamado consumo de aspiração, a classe C procura o que antes era privilégio das classes mais altas: design, personalização, funcionalidade e peças inspiradas nas principais tendências do mercado.

As empresas do segmento, por isso mesmo, devem estar prontas para atender a essa nova realidade de mercado. É preciso ter preço justo, oferecer pagamento facilitado e muito mais: as marcas acostumadas a desenvolver produtos básicos devem sofisticar seu portfólio e as empresas do segmento 'premium' podem democratizar o acesso a sua linha de produtos.

O maior desafio do empresário, no entanto, é outro: lidar com a concorrência das grandes empresas e conseguir escala de produção para reduzir custos. Para compensar suas limitações, o empresário deve apostar no atendimento personalizado como diferencial.

Música

O varejo de instrumentos musicais no Brasil precisa mudar. A falta de organização e profissionalização da grande maioria das lojas é o principal motivo para o abre e fecha constante de estabelecimentos que atuam nessa área.

Faltam metas e planos de negócios estruturados para minimizar as perdas provocadas por movimentos de escala mundial, como a crise econômica nos Estados Unidos, em 2008, e a que assola a Europa atualmente. No entanto, as falhas do setor sinalizam que, se resolvidas, podem gerar lucro para um negócio.

Em atividade há mais de 20 anos, a Play Tech, hoje com cinco lojas físicas e uma virtual, atribui sua longevidade justamente à gestão empregada no negócio. Marcelo Maurano, que administra a empresa, aprendeu com o pai, Pedro, a pensar no longo prazo e em todos os detalhes do empreendimento. “Sempre tem loja abrindo ou fechando. Normalmente, elas fecham porque foram muito imediatistas. Os donos muitas vezes nem levam em consideração a valorização imobiliária da região”, conta. Ao falar sobre sua experiência, Marcelo deixa um ensinamento para os empresários do setor: planejar é mais do que preciso, é fundamental.

Animais de estimação

O mercado Pet cresce de forma veloz. O faturamento do setor em 2012 girou em torno em R$ 13,6 bilhões, segundo a Associação da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Quem atua nesse mercado costuma empreender quase sempre apostando na venda de ração, produtos de tratamento e acessórios. Um erro, afirmam especialistas do setor. Diante de tanto crescimento, e concorrentes, as melhores oportunidades estão no segmento de serviços oferecidos aos animais de estimação por seus donos.

Oferecer tratamento estético para os bichinhos  pode garantir bom retorno financeiro para o empresário. Segundo levantamento realizado pela consultoria Gouvêa de Souza, uma em cada três pessoas que entram em um petshop busca por serviços de higiene e embelezamento para o animal de estimação. Assim, o banho, a tosa e tudo aquilo que se pode agregar nesse momento incrementam em até 19% o faturamento do empreendimento.

Para além dos serviços, outro movimento que começa a chamar a atenção dentro do segmento pet é a exportação de produtos industrializados, principalmente rações e mastigáveis (como petiscos e ossos).Os principais mercados para os produtos brasileiros, destaca a Abinpet, são, pela ordem, a Rússia e vizinhos da América Latina, principalmente Chile e Peru.

Casamento

Os noivos que decidem celebrar a união já tornaram-se responsáveis por movimentar uma cifra bilionária. A boa notícia para os empresários do ramo (e para quem sonha com o casamento) é que esse número tende a aumentar. Por isso, a expectativa da Abrafesta para 2012 era de faturamento na casa dos R$ 14 bilhões.

Embora existam muitas oportunidades para empreender, o setor reúne também algumas características que dificultam a vida de quem decide se aventurar neste ramo. A empresa não pode tratar o mercado de casamentos como uma atividade paralela, por exemplo. Para atender bem as expectativas dos noivos e não ser engolido pela concorrência, é importante se especializar e acompanhar as tendências.

 Apesar de exigir meses de preparação, o dia do casamento é um só. Por isso, as empresas do ramo precisam de profissionalismo e devem aceitar somente os pedidos que possam cumprir. Ter plano de contingência é fundamental para evitar problemas.

Outro ponto que merece atenção é a concorrência. Já existem muitas empresas em atividade no setor. Por isso, para se diferenciar e conseguir empreender com sucesso no ramo, você deve definir o perfil dos noivos com quem vai trabalhar e apostar em soluções inovadoras que agradem este público.

Os noivos, aliás, adoram uma novidade e aderem rápido às tendências. Na era da informação, o empresário precisa batalhar para estar mais informado do que o cliente. Além disso, deve estar preparado para atender as novas solicitações de forma rápida.

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