Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Amor por SP inspira grupo de empresários

Negócios aproveitam para ganhar dinheiro com a venda de produtos que exaltam a capital e seus pontos turísticos

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

29 de outubro de 2013 | 19h45

São Paulo é a cidade da poluição, do trânsito, do caos. Mas também é a capital dos negócios, da gastronomia e do entretenimento. Por isso, a metrópole do ‘ame e odeie’ recebe 12 milhões de turistas por ano e inspira negócios que ‘vendem’ a cidade. São camisetas, canecas, maquetes e imãs que estampam a bandeira, os símbolos e seus pontos turísticos.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Além dos homens de negócios e dos interessados na Copa do Mundo, esses empreendedores apostam no movimento atual de valorização da cidade organizado por seus próprios moradores. “O paulistano, infelizmente, fica devendo para o carioca, que ama a cidade dele e mostra isso. Mas estamos nessa campanha de valorizar a cidade e 70% dos nossos clientes moram em São Paulo”, diz Ricardo Ortega, sócio com Leonardo Pecsi da empresa Vista Sampa.

Focada em peças de vestuário, o negócio inaugurou neste mês uma loja dentro do Bar Brahma e explora a fama da esquina mais conhecida da cidade – Ipiranga com Avenida São João. A marca também tem planos de expansão por franquias, que exigem investimento inicial de R$ 100 mil.

Outra marca que tem a capital como foco e está em negociação para abrir novas franquias é a Sampa in Stampa. Anneliese Lukine Martins trabalhou dez anos em uma empresa que administrava terminais rodoviários e percebeu a falta de produtos sobre São Paulo. Diante da oportunidade, ela começou o negócio em 2007.

“Conversando com um colega, ele disse que a ciclofaixa trouxe uma autoestima especial para o paulistano. E é verdade. Tem um monte de lugares que a gente só enxerga da janela do carro”, diz Anneliese. A empresa também trabalha com uma linha cujo tema é o Brasil. “Se o turista estrangeiro está de passagem e vai ficar três dias, ele quer produtos do Brasil porque São Paulo não significada nada para ele. Diferente do Rio de Janeiro, que tem o Cristo. Mas se ele passou uma semana, dez dias, ele quer São Paulo porque criou uma referência da cidade”, afirma a empresária.

A marca tem 40 lojas parceiras e quiosques nos shoppings Frei Caneca e Light. O plano é abrir mais três lojas nos próximos seis meses. O investimento inicial para abrir uma unidade gira em torno de R$ 50 mil. A empresária Andrea Nehr também enxergou uma oportunidade. Ela trabalha como guia turística há 18 anos e notou a dificuldade do turista encontrar pequenas lembranças da capital.

Ela então resolveu abrir a própria empresa, a De-Sampa, em dezembro. Os produtos são comercializados pela web, mas a empresária pretende ganhar força com grandes vendas para albergues, hotéis, agências, lojas e empresas de eventos.

A De-Sampa trabalha com 300 produtos diferentes e oferece ao consumidor de imãs de geladeira a maquetes dos principais pontos turísticos da cidade. Para começar, Andrea conta ter investido aproximadamente R$ 20 mil no estoque.

Quem também vende lembranças da capital é a MercaPoint, instalada dentro do Mercado Municipal. Depois de crescer trabalhando com o pai na barraca Rei do Camarão, também instalada no Mercadão, Hugo Leonardo Freitas queria mudar de vida, abandonar os perecíveis. Por isso, ele abriu o negócio em 2011. Freitas foi adaptando o local com o passar do tempo e priorizou os produtos mais pedidos pelo consumidor. “A loja é pequena, precisei priorizar e fiquei no arroz com feijão, com lembranças mais simples.”

Turismo. Com a proposta de oferecer passeios a pé pela cidade, os sócios Luís Paulo Simardi e Shirley Dany criaram a Giro in Sampa. A empresa realiza um free walking tour todos os domingos pelo centro histórico (os participantes pagam quanto acham que o passeio valeu). A empresa também promove visitas alternativas, pelo bairro do Pari por exemplo, com direito a conhecer restaurantes. “Queremos desvendar uma São Paulo que não está em evidência aos olhos”, afirma Simardi.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.