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Amigas querem faturar meio milhão com travesseiro para quem tem apneia do sono

Só divulgação boca a boca rendeu um faturamento de R$ 100 mil este ano

Gisele Tamamar, Estadão PME,

10 de dezembro de 2014 | 07h07

Ao lidar diariamente com pacientes que têm apneia do sono, doença que causa paradas respiratórias durante o sono, três amigas fisioterapeutas enxergaram uma lacuna no mercado e desenvolveram um travesseiro adaptado para os pacientes que precisam dormir com uma máscara conectada ao aparelho chamado Cpap para ajudar na respiração.

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O produto, chamado Cpap Comfort, começou a ser vendido no começo do ano, e só as vendas no boca a boca renderam para as sócias um faturamento de R$ 100 mil com a venda de 500 travesseiros. Para 2015, o plano da Physical Care é entrar no mercado como clínicas, hospitais e outras empresas para atingir um faturamento de R$ 500 mil só com a venda dos travesseiros.

Início. As fisioterapeutas Fernanda Camargo, Mariella de Mello Machado e Regiane Ferrari Castro estudaram juntas na faculdade e também durante a especialização em fisioterapia cardiorrespiratória. "Nossos perfis se complementam. Eu sempre pensei em o que fazer para ganhar dinheiro com a fisioterapia que é uma profissão que não tem ainda tantas oportunidades de crescimento", conta Fernanda.

Logo que terminaram o curso, elas abriram uma empresa, inicialmente, para prestar serviços: vão até a casa do paciente para ajudar na adaptação dos equipamentos. A venda de produtos começou dois anos depois, em 2008, a pedido dos próprios clientes. "Primeiros só alugávamos e depois indicávamos o fornecedor. Mas em muitos casos, os pacientes compraram equipamentos que não eram indicados para o caso dele", conta Fernanda.

A ideia de desenvolver o travesseiro surgiu em 2012. "Vimos que os pacientes forçavam a máscara contra o travesseiro, enroscavam no tubo de ar e acabavam interrompendo o tratamento. Foi aí que pensamos em criar um travesseiro para melhorar essa adaptação. Patenteamos e fizemos uma parceria com a fábrica", diz Fernanda.

De acordo com a fisioterapeuta, a apneia do sono chega a atingir 40% da população nos grandes centros e está diretamente ligada a doenças cardiovasculares. "A queda de oxigênio à noite causa um transtorno para o sistema cardiovascular. O coração deveria estar relaxando, mas está batendo mais rápido para suprir a falta de oxigênio. Tem pessoas que chegam a ficar 50 segundos sem respirar", alerta. 

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