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Alta na inadimplência de empresas desacelera em julho

Índice é medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)

Estadão PME, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2016 | 13h33

O número de empresas devedoras no Brasil continua a crescer, mas em menor velocidade do que era registrado até os primeiros meses do ano. Em julho, o índice medido pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61%. A alta é a menor dos últimos quatro meses.

“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. 

Por setores, os serviços, que envolvem bancos e financeiras, lidera a participação de dívidas em atraso das empresas nas regiões pesquisadas. Ou seja, são as empresas para quem ms as outras empresas estão devendo, e concentram mais da metade das dívidas, seguido pelo comércio.

“O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa Pinheiro.

A pesquisa leva em consideração empresas das regiões Sul, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A região Sudeste não foi avaliada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

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