Felipe Rau/AE
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Alimentos e cosméticos lideram lista de oportunidades promissoras em licenciamentos

Empresários e especialistas apontam novo cenário econômico como a fonte das oportunidades nesses dois segmentos

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de agosto de 2012 | 06h13

Não existe um ranking oficial sobre as principais categorias de produtos licenciados. Tampouco um levantamento preciso do número de empresas no setor. Mesmo assim, empresários e especialistas são unânimes ao afirmar que os segmentos de alimentos e cosméticos são, atualmente, os mais promissores.

“Ainda há muito espaço para licenciamentos na área de alimentos e na categoria de cosméticos e higiene pessoal que passou por um boom nos últimos anos, mas ainda precisa ser melhor explorada”, destaca Ana Amélia de Cesaro, da Play, empresa de pesquisa e consultoria na área.

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A explicação para essa demanda não explorada, explica a pesquisadora, tem raízes no passado próximo do consumidor brasileiro. “Pouco tempo atrás, o poder de decisão dessas categorias estava concentrado nas mãos dos pais. Conforme a criança foi ganhando liberdade de escolha, começou a influenciar a família e a decidir o que consumir”, diz.

Marconi Arruda Leal, da Biotropic, sabe disso. Ele mantém 25 licenças para um portfólio de 180 produtos entre xampus, sabonetes e colônias. Quando assumiu a empresa, adquirida em 2006, foi buscar opções para expandir o faturamento, até então dependente de uma linha de produtos profissionais para cabelo.

Leal viu com bons olhos o segmento infantil e contou com uma estratégia respaldada no licenciamento para se diferenciar da concorrência.

“Eu precisava colocar os produtos no varejo e, com a marca própria, a gente não entraria. Quando fechei contrato para ter Barbie, Homem Aranha, Princesas e outros famosos, as portas se abriram”, lembra Leal.

Atualmente, a empresa de R$ 130 milhões deve 80% de sua receita aos itens licenciados. Paralelamente, Leal trabalha para emplacar um sortimento de marcas próprias. A ideia é trazer a visibilidade de seus produtos licenciados para quem os produz.

“Não vejo como uma coisa ruim ter 80% do faturamento em licenciamento. Mas consigo margens maiores com a marca própria. Como hoje eu já tenho cadastro em todos os grupos varejistas, fica mais fácil apresentar as novas linhas.

Para Adriano Gomes, professor de administração da ESPM, a estratégia adotada pelo dono da Biotropic merece atenção. “O licenciamento é para obter lucro, mas também pode ajudar a construir uma marca. O empresário pode aproveitar os contatos possibilitados pelo personagem famoso de todas as formas.”

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