José Luis da Conceição/AE
José Luis da Conceição/AE

Agosto tem menor número de pedidos de falências desde 2008

Número de solicitações subiu de 167 em julho para 170 no mês passado, mas é menor que os 186 pedidos em igual mês de 2010

Circe Bonatelli, Agência Estado,

08 de setembro de 2011 | 13h53

O número de falências requisitadas por empresas no País subiu de 167 em julho para 170 em agosto, o equivalente a uma alta de 1,8%, de acordo com dados divulgados hoje pela Serasa Experian. Apesar do leve avanço, o número de pedidos de falência em agosto é o menor para o mês desde 2008, quando foram registrados 152 requerimentos. No mesmo mês do ano passado, foram 186 solicitações.

Dos 170 pedidos de falência registrados em agosto de 2011, 121 partiram de micro e pequenas empresas, 29 de médias e 20 de grandes companhias.

Na avaliação da Serasa Experian, o bom resultado de agosto resulta do desempenho forte das vendas para o Dia dos Pais, que garantiu um fôlego extra ao caixa das empresas. Em nota, a entidade alerta que a permanência dos juros altos, decorrente da política monetária restritiva para controle da inflação, impacta negativamente o custo financeiro das companhias. Com a economia em desaceleração, o efeito sobre o capital de giro pode ser determinante para a insolvência dos negócios, afirma. A entidade acrescenta que a redução da taxa básica de juros de 12,5% para 12% ao ano pelo Banco Central não será sentida de imediato na economia.

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O número de falências decretadas por empresas no País também teve um ligeiro avanço, passando de 64 em julho para 65 em agosto. Entre elas, 54 partiram de micro e pequenas empresas, 7 de médias e 4 de grandes. A Serasa Experian, porém, considera o resultado menos expressivo, por refletir processos iniciados no passado, desvinculados do contexto econômico atual.

Por fim, as requisições de recuperação judicial passaram de 54 em julho para 59 em agosto, enquanto os processos de recuperação judicial já deferidos subiram de 49 para 55, e as recuperações concedidas, de 9 para 13.

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