Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Academia e salão de beleza: negócios mais impactados são os mais inovadores

Pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV aponta que também os centros educacionais reagiram à crise com mais inovação e funcionam hoje com mais adaptações que a média

Francisco Artur, Especial para o Estadão

08 de novembro de 2021 | 05h02

Afetadas pelas medidas restritivas de isolamento social durante a pandemia do novo coronavírus, as academias de ginástica, os salões de beleza e os centros de educação foram as empresas que mais resistiram e inovaram no período de crise sanitária. 

De acordo com a 12ª pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nas Micro e Pequenas Empresas, realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 73% dos espaços de exercícios físicos funcionam hoje com adaptações por conta da pandemia. A lista segue com as empresas de educação, com 71% de espaços abertos adaptados, e as atividades de beleza (70%).

Enquanto isso, a média geral de empresas de todos os segmentos que estão funcionando com adaptações por causa da crise é de 59%. Já entre as empresas que operam da mesma forma em comparação ao período anterior à pandemia, o setor de autopeças está em primeiro lugar, seguido por indústria e saúde.

A fórmula para inovar e se manter de portas abertas, aponta o levantamento, consiste na busca por novos hábitos e novas tecnologias no trabalho. Segundo o analista de competitividade do Sebrae Alberto Valim, iniciativas como a adoção de tecnologias básicas - como um aplicativo para marcar o horário de ginástica na academia - vem atendendo as expectativas do cliente e fomentam o crescimento do setor.

“Além de aplicativos de agendamento de horário nas academias, a tecnologia neste setor também tem sido aplicada para otimizar a orientação sobre como fazer exercícios físicos e como utilizar o aparelho, já que um aplicativo pode ensinar o aluno neste sentido”, comenta Valim. 

Projeções para o pós-pandemia

Embora a pesquisa evite projeções para os próximos meses, o analista do Sebrae prevê que as adaptações das empresas devem continuar no contexto pós-pandemia de coronavírus. 

“Só há como constatar a manutenção dessas mudanças com as próximas pesquisas. Analisando o mercado, eu vejo que as adaptações nos setores de academias, beleza e educação vêm trazendo benefícios para o cliente e para a empresa. Então, eu acredito que elas serão mantidas e aprimoradas ao longo do tempo”, afirma. 

A pesquisa do Sebrae em parceria com a FGV sobre o impacto da pandemia nas micro e pequenas empresas é trimestral, e o próximo levantamento sairá em janeiro de 2022.

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