Cristina Gallo/Estadão
Cristina Gallo/Estadão

A tacada certa para aumentar o lucro

Jogo ganha espaço entre amadores; fabricantes de mesas e acessórios esperam que 2013 seja o ano do esporte no País

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

19 de dezembro de 2012 | 16h07

A sinuca passa por um processo de mudança. Antes conhecido como jogo de boteco, o esporte ganha competições oficiais, bares especializados e serve como opção de lazer em condomínios e casas. E transforma-se também em oportunidades para pequenos empreendedores.

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Dessa forma, as empresas especializadas em fabricar mesas e acessórios esperam que 2013 seja um ano movimentado e que coloque o jogo, definitivamente, em evidência no País.

Para Pedro Rolim Bohm, presidente da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca (CBBS), o jogo nunca esteve tão forte. A World Snooker, maior entidade do esporte no mundo, inclusive abriu suas portas para os praticantes brasileiros. Em 2013, por conta disso, a organização deverá realizar um torneio internacional por aqui – a sede poderá ser em São Paulo ou Rio.

“A profissionalização chegou e queremos levar as competições para perto do público. Consequentemente, isso ajuda o setor”, diz Rolim. O último campeonato brasileiro foi disputado em um shopping center do Maranhão, em novembro. E a empresa Jocari, do Rio de Janeiro, foi responsável por ceder as mesas oficiais para o torneio.

“As melhores exposições do esporte são os eventos”, diz o proprietário do negócio, Leir Geraldo Rodrigues de Souza. O empreendedor conta que levou 14 mesas para a competição e vendeu metade delas. Por isso, Leir está otimista em relação ao próximo ano. A Jocari registra crescimento anual de 10% e espera aumentar o ritmo de expansão.

A Só Snooker, de Goiás, é outra empresa do setor que não tem do que reclamar. A indústria fabrica, em média, 200 mesas por mês e registra faturamento de R$ 2 milhões por ano. A história do negócio surgiu por causa do interesse de Rogério Coêlho Ríos pela sinuca. “Eu era jogador e queria ter uma mesa. Comecei a fabricar para mim, como hobby. Um amigo viu, comprou e o negócio foi crescendo”, conta Ríos, que teve duas mesas compondo o cenário da novela Avenida Brasil.

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Sinuca e petiscos para atrair os consumidores 

A Taco Set, de São Paulo, também surgiu por conta do interesse do dono pelo esporte. Na década de 80, Jorge Kodama trabalhava no ramo de material hospitalar e, como gostava de sinuca, resolveu produzir os próprios tacos.

“Meu pai é uma espécie de professor pardal, gosta de fabricar. Eu vim para a empresa depois, em uma fase de queda nas vendas, para trazer inovação”, conta Fernando Kodama, 27 anos, filho de Jorge. Desde a chegada de Fernando, a empresa cresceu 20%, em média, nos três últimos anos.

A Taco Set fatura R$ 50 mil por mês e seu crescimento foi influenciado por dois fatores. A invasão dos produtos chineses, por exemplo, reduziu a concorrência pois fechou empresas nacionais. Por outro lado, os jogadores que importavam tacos perceberam que encontrariam produtos de qualidade no País. Além dos profissionais, Fernando nota que jogadores amadores passaram a procurar por seus produtos.

O empresário Adriano da Silva, diretor da 7 Ball, também aproveita o interesse dos amadores. Com três anos de mercado, a empresa foca as classes A e B, além de construtoras e condomínios de alto padrão. “A 7 Ball não tem cara de boteco”, conta Silva. Um dos modelos mais vendidos é a mesa de sinuca que pode ser transformada em mesa de jantar. Com planos de fechar 2013 com 15 unidades, a 7 Ball está agora em busca de parceiros para abrir revendas. 

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