"A pior coisa é o empreendedor desistir na primeira dificuldade"

"A pior coisa é o empreendedor desistir na primeira dificuldade"

Felipe Fioravante atuou em várias empresas até abrir o próprio negócio

Cris Olivette, Oportunidades,

03 de setembro de 2012 | 12h13

O empresário de 29 anos Felipe Fioravante conta que sua primeira experiência de trabalho ocorreu na Terra Forum, empresa especializada em gestão de conhecimento, durante a graduação. “Fui o terceiro funcionário a ser contratado. O que me interessou foi justamente começar uma empresa do zero. Hoje, me orgulho de ver que ela cresceu e emprega agora 150 funcionários.”

Ao concluir o curso de administração na Universidade de São Paulo, Fioravante, no entanto, mudou de emprego para seguir a carreira de consultor na Gradus Consultoria de Gestão. “Fiz essa opção por estar influenciado pelas quatro competições de resolução de casos que venci na faculdade.”

Segundo ele, ser consultor o ajudou a desenvolver a capacidade analítica e a estruturar planos de negócios. “Também adquiri facilidade para me comunicar e para explicar uma ideia. Essa experiência foi fundamental.”

Com o tempo, Fioravante percebeu que sentia falta de empreender. “Eu mergulhava no problema do cliente e minha participação terminava ao apresentar o projeto com a solução.”

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Retomou, então, o contato com Patrick Sigrist, fundador da Disk Cook, a quem havia sido apresentado por um amigo. “Ele desejava implantar vários projetos e fazer a empresa crescer. No final de 2008, ele me ofereceu uma participação na sociedade.”

Fioravante conta que chamou mais dois amigos para sócios e “trabalharam com muita vontade”, levando a empresa que gerencia entregas de 150 restaurantes de alta gastronomia crescer três vezes em dois anos.

“Paralelamente, desenvolvemos o projeto da plataforma do iFood, lançada em 2011, aproveitando o boom da internet no País.” Por meio dela, o cliente vê pelo próprio site ou pelo celular todos os restaurantes que entregam na região onde quer receber o pedido. “Cobramos do restaurante comissão de 10% sobre o valor de cada pedido enviado pelo nosso site.”

No mesmo ano, a Warehouse Investimentos, fez aporte de R$ 3 milhões para ter uma participação no iFood. Atualmente, a plataforma agrega mais de mil restaurantes de diversas cidades, recebe cerca de 25 mil pedidos mensais e deve faturar R$ 2 milhões até o fim do ano.

Para Fioravante, o Brasil vive boa fase de empreendedorismo e novos investidores estão surgindo. Na sua opinião, empreender é como ter um filho. “Tem de saber se está na hora certa, porque não é uma coisa que se faz e depois larga para alguém cuidar.” Ele afirma que o investidor percebe logo se o empresário vê o negócio como o projeto de sua vida. “A pior coisa para um investidor é o empreendedor desistir na primeira dificuldade. Serão muitas no caminho.”

 

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