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A moda agora é dividir o escritório e estimular a interação com outros empreendedores

Modelo cada vez mais popular também é alternativa para escapar do alto custo de um aluguel comercial

Lucas Hirata, Especial para O Estado de S. Paulo ,

04 de outubro de 2012 | 06h30

 O conceito de escritório compartilhado, também conhecido como co-working, está cada vez mais popular e atrativo para empreendedores. Basicamente, o co-working  trata-se do uso de um espaço comum por profissionais de diferentes ramos e empresas. O modelo também é uma alternativa para o empreendedor escapar do alto custo imobiliário de pontos comerciais em grandes cidades. Apostar em um negócio nesse formato exige cuidados, tanto para quem pretende fazer uso do espaço como para quem o concebeu como um negócio.

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Com salão de jogos, lavanderia e outros serviços à disposição dos clientes, o escritório compartilhado Ponto de Conexão pretende criar um ambiente que estimule a troca de cartões e serviços entre os associados. Da disposição física para o clima de trabalho, o empreendimento também possui um regulamento interno de conduta e normas contratuais que foram criadas para evitar e remediar possíveis conflitos.

Segundo a administradora do escritório, Rosângela Fernandes, não basta oferecer espaço e o prefixo de telefone aos interessados em se associar. "É preciso criar sinergia e fazer com que as pessoas se conheçam”, explica.  Ela conta que, dentre os projetos de integração de membros, estão encontros culturais e palestras de capacitação nos fins de semana.

Singularidades

O co-working se distingue de um home office por causa da “troca de complementariedades, ideias, serviços e experiências”. De acordo com o professor da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexssandro Mello, essa característica cria a necessidade de um clima organizacional produtivo e agradável no dia a dia. Caso contrário, os associados tendem a abandonar o local e o modelo não se sustenta.

"Os gestores devem pensar nos possíveis conflitos desde o primeiro contato com os locatários. As regras de convívio devem ficar claras, assim como o perfil do escritório e do cliente. Tem que pensar no indivíduo que espalha material na mesa e ocupa várias sessão, até o outro que vai sem camisa e sai cantando. Não é um modelo para todo mundo”, explica.

No regulamento interno, o Ponto de Conexão busca estabelecer normas para vestimentas, uso dos espaços públicos, entrada e saída de terceiros, entre outras. Contudo, Rosângela avisa que “se a pessoa não cumprir o contato, ela pode ser convidada a se dissociar”.

A presença de um dos gestores do escritório também deve beneficiar a convivência entre os membros. Segundo Alexssandro Mello, não deve ser instituído um controle rígido, o que acabaria com a sensação de liberdade dentro do espaço. Mas, para ele, conviver no mesmo lugar que os associados já seria suficiente para conhecer as pessoas e a dinâmica de trabalho.

Outra questão importante nos escritórios de co-working é a disposição física do espaço. Para a professora da FEA-USP, Ana Cristina Limongi-França, o tamanho de cada mesa, a distribuição das rajadas de ar condicionado, o espaço para locomoção e a distância entre estações de trabalho podem ajudar a mediar conflitos. Ela aponta que a arquitetura de interiores também deve ser algo a ser pensado, uma vez que evita disputa desnecessárias por lugares.

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