Reprodução/Endeavor
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A história do médico que fez a vida vendendo brinquedos...mesmo depois de tanto prejuízo

Diferencial da Ri Happy foi investir no atendimento nas lojas

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

08 de dezembro de 2013 | 07h48

Depois de quatro lojas de brinquedos dando prejuízo, Ricardo Sayon chegou ir até a Estrela para devolver os produtos e fechar os negócios. Mas uma conversa com o diretor da empresa na época, Hans Becker, fez o empresário largar a carreira de médico para apostar na Ri Happy. Sayon contou sua história durante o Day1, evento promovido pela Endeavor.

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Sayon é médico pediatra e tinha um imóvel que estava alugado para um joalheiro, que quebrou. A loja ficou lacrada por causa da falência até que um dia um oficial de justiça ligou para avisar que ia deslacrar o espaço no dia seguinte, às 16h – bem no horário de pico do consultório. Sayon até tentou mudar a hora, sem sucesso. Foi num “tremendo do mau humor” para acompanhar o procedimento e ainda precisou se responsabilizar pelos objetos guardados no local: prateleiras enferrujadas, um telefone e um cofre vazio e velho.

Sayon trabalhou até a meia-noite daquele dia e chegou em casa com o mesmo mau humor. “Falei para minha mulher que nunca mais ia alugar aquele imóvel e para ela montar algum negócio. Ela me perguntou: ´o que eu faço?'. O que um pediatra responde em uma hora dessa? Loja de brinquedos, mamadeiras, chupetas”, lembrou.

A mulher aceitou a sugestão e abriu uma loja de brinquedos com o nome de Ri Happy, uma brincadeira para o marido Ricardo ficar feliz. Mesmo dando prejuízo, um sócio apareceu para fazer parte da loja. “Ele falou que estava dando prejuízo porque era só uma. Abrimos duas e continuou dando prejuízo. Abrimos três, continuou dando prejuízo. Abrimos quatro, continuou dando prejuízo”, contou.

Até que chegou o limite: a decisão de devolver os brinquedos e fechar as lojas. Com a mulher e o sócio tímidos, Sayon foi o escolhido para ir até a Estrela tentar devolver os brinquedos. “Fui de branco, só faltou o estetoscópio no pescoço. Pensei que ia sensibilizá-los com a história de um médico que entrou em uma fria”, disse.

Na empresa, conseguiu falar com o então diretor Hans Becker para devolver os produtos para nunca mais ouvir falar de brinquedo na vida. Mas a resposta do diretor foi negativa e ainda veio o desafio: “o senhor não vai fechar e ainda vai abrir muito mais lojas”. Depois de uma série de orientações de Becker, Sayon chegou para a mulher e o sócio com o mesmo discurso de abrir muito mais lojas.

Na época, as lojas eram de autosserviço. E o diferencial da Ri Happy para concorrer com as grandes empresas foi justamente investir no atendimento e na prestação de serviços. Tanto que deu certo. “Achei que ia abandonar a pediatria durante um ano, até estabilizar a empresa. Tem muita coisa apaixonante na vida, mas brinquedo é o máximo, você lida com a fantasia, com emoção. Me envolvi e nunca mais voltei.”

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