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A Ferrari, a Pixar e os Rolling Stones podem ensinar o empreendedor sobre formação de times

Autor do livro Supertimes mostra a partir de casos concretos a importância da equipe no ambiente de trabalho

DANIEL FERNANDES,

16 de abril de 2013 | 07h40

 "O mito do herói solitário não passa disto: um mito. Mesmo o Cavaleiro Solitário tinha um companheiro, o Tonto. No palco, na sala de reuniões ou na pista de corrida, o quer torna as superestrelas tão 'super' é a ampliação de seu brilhantismo individual por um grande time. Sua interação com um time é a diferença crucial".

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É dessa maneira, quase definitiva, que Khoi Tu fala sobre o poder de grandes times para o sucesso de corporações ao redor do mundo. E o autor trata o poder das equipes nas empresas contanto casos práticos pouco convencionais. Khoi conta que a ideia do livro Supertimes (editora Portfolio Pinguin) nasceu quando ele trabalhou como consultor de estratégia e liderança com algumas pessoas inspiradoras, como pilotos campeões de Fórmula 1.

Por isso, não é de se estranhar, que o autor aborde o tema a partir da análise do trabalho em equipe de empresas como a Pixar, mas também contando as experiências da Ferrari, do time que cuidou do processo de paz na Irlanda do Norte e, acreditem, até dos Rolling Stones - a maior banda de rock do mundo em atividade.

A história da banda inglesa parece ser o ponto alto do livro, que deve chegar às lojas no próximo mês. Falando essencialmente sobre o poder da equipe, Khoi Tu menciona que sozinhos os músicos jamais atingiriam o mesmo sucesso obtido pelo grupo. Apesar das diferenças entre eles serem monumentais.

"Muito importantes na química do grupo foram as diferenças entre os integrantes da banda. Embora Mick (Jagger) traga motivação, além da força e dinâmica organizadas, Keith (Richards) é o espírito. MIck tem uma visão clara e um objetivo final em mente, enquanto Keith é mais solto, ficando contente em deixar as ideias amadurecerem por anos", afirma o autor.

Vale a pena prestar atenção ao caso de sucesso do supertime de músicos. As últimas turnês da banda faturaram horrores. A Steel Wheels/Urban Jungle teve faturamento bruto superior a US$ 260 milhões, um recorde na época. Mas a turnê Voodoo Lounge, realizada entre 1994 e 1995, foi além: trouxe US$ 370 milhões. A mais recente, Bigger Bang, atingiu US$ 550 milhões. Nada mal para um grupo de garotos que apenas gostavam de blues.

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