Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

60% dos pequenos negócios paulistas esperam vender mais neste Natal

Expectativa do empreendedor é melhor do que no mesmo período de 2020, e o consumidor prevê gastar quase R$ 400 na compra de presentes em micro e pequenas empresas, segundo Sebrae-SP

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2021 | 18h51

Os micro e pequenos empreendedores paulistas estão mais otimistas para as vendas de Natal deste ano do que em 2020. Pesquisa do Sebrae-SP em parceria com a Fundação Seade, feita em novembro, mostra que 60,7% dos donos de negócios acreditam que a época será melhor. É provável que seja, porque o desejo de compra do consumidor se alinha: as pessoas estão dispostas a gastar, em média, R$ 392,84 nas micro e pequenas empresas (MPEs) com presentes, segundo outro levantamento da instituição de apoio às pequenas empresas.

Dos 670 consumidores do Estado de São Paulo que responderam a uma pesquisa por e-mail, e que são clientes de pequenos negócios, 47% querem aproveitar promoções e descontos, sendo que 45,9% preferem pagar à vista. Aqui, vale lembrar que, além do dinheiro, o negócio deve estar preparado para receber pagamentos em cartões e pelo PIX.

A investida dos paulistas é para garantir, em média, 2,8 presentes, o que agrega nas perspectivas do empreendedor. Na lista de compras estão, principalmente, roupas e calçados (49%) e itens de perfumaria, cosméticos e loção pós-barba (30%).

A pesquisa sobre a expectativa de movimentação dos pequenos negócios ouviu 1,7 mil empreendedores e mostra que as vendas de Natal devem beneficiar 29,3% das MPEs, o que representa cerca de 575 mil empresas. Os bons resultados serão distribuídos entre os setores de indústria (31,2% ), comércio (30%) e serviços (29,5%).

Para isso, o empreendedor deve se preparar, alerta Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae-SP. "O empresário que se preparou e organizou o empreendimento para atrair e atender bem o consumidor vai ter resultados melhores", diz. Segundo ele, a confiança para a festa deste ano, com boa perspectiva de faturamento,  se deve ao avanço da vacinação, "que propiciou uma melhor retomada da atividade econômica presencial".

O levantamento sobre o comportamento dos consumidores confirma essa avaliação. Mesmo com a pandemia de covid-19 ainda em curso, 52% dos respondentes devem fazer as compras presencialmente. Já 48% prezam pela comodidade e farão os pedidos pela internet. Segundo os empreendedores, os benefícios dessa época do ano nas contas do negócio se concentram em dezembro (84,6%), mas já em outubro eles começam a aparecer (9,6%) e se estendem para janeiro (10,3%).

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