Patricia Cruz/Estadão
Patricia Cruz/Estadão

5 segmentos oferecem oportunidades para investir em franquias

Futebol, natureza e ensino de idiomas para crianças são exemplos de setores promissores

Estadão PME,

02 de janeiro de 2013 | 08h04

 O modelo de franquias é atrativo para quem deseja empreender. Iniciar um negócio de marca já conhecida pelo mercado pode ser uma boa alternativa para o empreendedor que espera um retorno mais rápido do negócio.Não faltam opções de segmentos para empreender e faturar alto.

Ganhar dinheiro com o futebol, mas sem entrar em campo, cuidar da forma física ou apurar fundamentos técnicos e táticos. Já tem empresário no Brasil que vive essa realidade. Eles são, em geral, comerciantes que apostaram em um novo filão de mercado que consolida-se nos últimos anos: as franquias de lojas oficiais de clubes de futebol. Assim como elas, existem oportunidades em outros setores. O Estadão PME selecionou os segmentos com mais oportunidades. Confira.

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Futebol

As franquias de lojas oficiais de grandes clubes como São Paulo, Corinthians, Grêmio e Vasco já têm opções de franquias para empreendedores.  Embora desponte promissor, vender para o fã de futebol é, na verdade, um negócio repleto de particularidades. Há quem invista em franquias de clubes diferentes. Os consultores, porém, indicam: na hora de escolher a bandeira da loja, melhor optar pelo clube do coração.

Também é importante prestar atenção na escolha do clube. Segundo especialistas, o resultado do time impacta a loja, que vende 20% a mais ou a menos, conforme o desempenho durante as competições.

O mercado nas capitais é grande para o segmento. Mas especialistas apontam que há oportunidades no interior, onde o torcedor tem poucas opções. Já o tíquete médio dentro de uma loja é de R$ 70 no verão e R$ 90 no inverno, de acordo com um levantamento realizado pela SPR Franquias. Mas antes de optar pela franquia de um clube, saiba sobre o tamanho e os hábitos da torcida. Alguns times fazem esse tipo de mapeamento.

Mulheres

Jae Ho Lee, do Grupo Ornatus, vê na mulher um enorme potencial de consumo. “É o melhor segmento para trabalhar”, destaca. A justificativa está no avanço feminino no mercado de trabalho. Sem tempo para cozinhar, são elas – e suas famílias – quem ajudam a movimentar o setor de alimentação fora do lar. E a necessidade de estar arrumada para trabalhar impulsiona as vendas de vestuário, acessórios, calçados e cosméticos. A rede de bijuterias Morana, por exemplo, foi a segunda marca criada pelo empreendedor. Segmentos como os citados por Lee tendem a crescer por causa do avanço feminino.

Natureza

Quem deseja aliar empreendedorismo e proteção ambiental vai encontrar no mercado de franquias opções de negócios verdes. A loja de produtos naturais Mundo Verde, por exemplo, é pioneira no segmento. Criada em 1987 em Petrópolis (RJ), aderiu ao franchising em 1993 e fechou 2011 com faturamento de R$ 205 milhões.

Para montar uma loja de rua com 60 m², Torres informa que são necessários entre R$ 200 mil e R$ 250 mil. O valor inclui taxa de franquia, projeto arquitetônico, marcenaria, produtos para compor o estoque inicial, marketing e treinamento. Além disso, é preciso ter entre R$ 30 mil e R$ 50 mil de capital de giro. “A previsão de retorno ocorre entre 24 e 36 meses e o faturamento anual de novas unidades é de R$ 110 mil, com lucratividade de 13%.”

Idiomas

Redes priorizam o ensino para crianças. Investir na segmentação pode ser uma alternativa para se diferenciar no setor de escolas de idiomas. Uma das opções é focar em aulas para crianças a partir dos 2 anos. A facilidade de aprendizado e pronúncia – a criança não tem vícios de linguagem que dificultam o ensino – é apontada como a principal vantagem para o ensino na fase inicial de desenvolvimento.

Produtos e serviços para classes C e D

Apostar em produtos e serviços para as classes C e D. Ao visualizarem um cenário nebuloso para a indústria têxtil no Brasil, os irmãos Ahmad e Mohamad Yassin resolveram investir também no varejo. A dupla criou a Vest Casa, uma rede de lojas com itens de cama, mesa, banho e decoração. Com a estratégia, eles conseguem agregar valor aos produtos produzidos na fábrica e atingem o consumidor final. A meta, agora, é encerrar o ano com 120 lojas e atingir 400 unidades em 2015, todas com foco nas classes C e D.

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