André Lessa/AE
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5 dicas de José Carlos Semenzato para sua empresa fazer sucesso

Ex-presidente da Microlins reuniu-se com pequenos empresários e mostrou o que acha necessário um negócio ter para decolar

Ligia Aguilhar/AE,

26 de outubro de 2011 | 15h27

Após 20 anos no comando da Microlins, maior rede de ensino profissionalizante do País, José Carlos Semenzato, de 43 anos, decidiu recomeçar. Em 2010, ele vendeu a empresa para o grupo Multi – que reúne diversas redes de ensino – e fundou a SMZTO Participações, holding que coordena o desenvolvimento de franquias em diversos setores e que deve faturar R$ 150 milhões já neste ano.

Responsável por coordenar o desenvolvimento de 13 marcas do setor de franchising, entre elas o Instituto Embelleze, a Donna’s Cozinha Criativa e a Casa do sorvete Jundiá, Semenzato participou do encontro promovido pelo Estadão PME com pequenos empreendedores. Para o grupo, deixou um conselho: descobrir o que o consumidor realmente deseja em termos de produtos e serviços. Conselho que o empreendedor, a julgar pelo sucesso, segue sem titubear. Confira a seguir os principais pontos abordados durante o evento.

Investidores

Em 2008, a Anhanguera Educacional comprou uma fatia de 30% da Microlins. Para atrair o investimento, Semenzato profissionalizou a gestão do negócio dois anos antes. “A empresa precisa ser formal e profissionalizada para que possa continuar existindo sem a presença do dono”, afirma o empresário.

Segundo ele, os fundos de investimentos buscam empresas com bons índices de crescimento ao longo de cinco anos e potencial para ao menos dobrar de faturamento com o apoio do fundo no planejamento estratégico ou capital de giro. “Eles também só querem entrar em negócios nos quais o dono entenda o seu mercado com profundidade.”

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Crescimento

Semenzato acredita que o modelo de franquias, pelo qual a Microlins atingiu a marca de 730 unidades no País, é o mais seguro para a expansão de uma empresa. “É uma forma de reduzir o risco do empreendedor”, diz. “Como o franqueado precisa colocar o dinheiro dele no negócio, se empenha mais em vender e gerar resultados”, afirma.

E a expectativa de crescimento sustentado da economia nos próximos cinco anos cria um cenário seguro para as empresas expandirem sua atuação dentro do Brasil, avalia o empresário. Para ele, reduzir as margens de lucro de forma a melhorar o preço e ganhar competitividade frente à concorrência são estratégias que garantem sucesso não só na venda ao consumidor final, mas também em concorrências e licitações. “O diferencial competitivo de um produto nem sempre é o que garante o crescimento da empresa”, analisa.

Publicidade e marketing

Não adianta gastar dinheiro para fazer propaganda em uma revista de alcance nacional se a empresa não tem estrutura para atender um mercado tão grande. “Uma pequena empresa deve considerar que o seu público alvo são as pessoas do bairro onde ela está instalada, mais a população de três ou quatro bairros adjacentes, em um raio máximo de três quilômetros”, explica.

Contratar pessoas para distribuir material promocional ou enviar ofertas por e-mail para um cadastro selecionado são ações que custam pouco e trazem bons resultados, garante o empresário. Organizar um coquetel para os clientes conhecerem melhor a empresa também funciona. “Se depois de tudo não houver resultado é porque o produto não é desejado ou o modelo de negócio precisa ser revisto”, diz. “O empreendedor precisa descobrir se o consumidor deseja o seu produto ou serviço”, afirma. E essa descoberta deve ser feita em até seis meses, recomenda.

Diversificação

José Carlos Semenzato acredita que o empreendedor não pode deixar de fazer o que lhe garantiu sucesso, mas afirma também que desenvolver novos modelos de negócio pode ajudar a alavancar o faturamento de qualquer empresa. “Na hora de testar um modelo, o melhor é criar um novo canal de vendas, com outra pessoa na gerência, outra marca e um produto ou serviço com algum diferencial competitivo”, afirma o empresário. Segundo o especialista, se a estratégia funcionar, aos poucos o novo canal se tornará a principal fonte de renda do negócio.

Classe C

Semenzato acredita ainda que focar nesse novo público consumidor traz mais resultados do que investir em serviços para a classe A. “Atualmente, mesmo quem vende para a elite quer investir em um negócio mais popular”, diz. E o empreendedor garante que mesmo produtos e serviços com custo mais alto podem ser comercializados para as classes C e D por meio da venda em parcelas, minuciosamente calculadas para caber no orçamento. “Para atingir a elite, é necessário um investimento muito alto, enquanto as classes C e D estão mais dispostas a pagar para ter seus desejos realizados.”

VEJA QUEM PARTICIPOU DO ENCONTRO

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