André Lessa/Estadão
André Lessa/Estadão

O sucesso depois de 30 tentativas diferentes

Vagner Lefort precisou tentar muito até que encontrou nas pelúcias um caminho para vencer como empreendedor

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME,

14 de janeiro de 2013 | 18h30

Depois de envolver-se em 30 negócios diferentes, o empresário Vagner Lefort ‘sossegou’ na empresa de brinquedos Long Jump. Se bem que sossegar não é um termo lá muito apropriado diante da rotina de trabalho intensa de Lefort, que precisa garantir a venda de 2,3 milhões de itens todos os anos.

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A procura pelo negócio ideal surgiu quando Lefort foi demitido de uma grande empresa e, mesmo com 22 anos, teve dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho – ele até conseguiu um novo emprego, mas para ganhar menos da metade do seu antigo salário. Descontente, o empresário encontrou uma maneira diferente para sair do aperto: comprou um carro modelo Puma para reformar e então revender. “Lucrei quase o dobro do meu salário anterior. Como não entendia o suficiente de outras marcas, só comprei Puma, foram uns 25”, lembra.

Desde então, Lefort já participou de diversos negócios. Ele teve loja de carros, fábrica de sorvete, empresa de vídeo karaokê e até motel. “Nunca me prendi a paradigma. Se você sentir que aquilo não serve mais, troca. E depois, troca de novo. Não sei se vou terminar a minha vida trabalhando com brinquedos. Eu gosto muito do meu trabalho, faz bem para o coração. Mas se um dia eu tiver que parar, eu paro.”

O curioso é que a história com os brinquedos começou por acaso, há quase 15 anos. Com a fama de colocar negócios para andar, Lefort foi convidado por três sócios para ajudar a alavancar uma empresa de equipamentos para academias, por isso, o nome Long Jump (salto em distância). O empreendimento patinava, mas também não saiu da estagnação nos seis meses em que Lefort participou da administração.

Então, o empresário teve a ideia de vender máquinas fotográficas com personagens Looney Tunes. “Custava menos de um dólar.” Da importação, surgiu a ideia de produzir pelúcias. “Um primo que trabalhava com brinquedos deu a dica: ‘olha, tem uns bonecos, eles são meio feinhos, mas está tendo muita procura. Chama Backyardigans’. E para eu decorar esse nome? Apostamos e foi um sucesso. E ainda é”, destaca Lefort.

Um acerto

O grande acerto, na opinião de Lefort, é ser um especialista no ramo. “Não tem mais espaço para você ser simplesmente mais um. Tem muita concorrência. São 500 empresas de brinquedos no Brasil”, pontua. Ele ainda destaca sua equipe de profissionais. “Além da especialização, você precisa de pessoas que conheçam determinadas áreas que não domina.”

Um erro

Na vida pessoal, o empresário lamenta o pouco contato com os filhos na infância. “Não dá para ser o rei dos brinquedos e continuar sendo o herói dos seus filhos”, diz. Já do lado profissional, ele aponta que a Long Jump chegou a trabalhar com grandes fornecedores com exclusividade, mas hoje não faria mais isso. “Manter esse ritmo é muito custoso”, afirma.

Uma dica

A dica do empresário para os empreendedores na hora de decidir é manter a calma. “Nunca se deve tomar uma decisão nervoso. Tomar a decisão com o coração, com a emoção, não é bom. É preciso decidir com a razão. Claro que pode usar o coração, mas nunca com a adrenalina alta”, recomenda Lefort, que vem mantendo a filosofia nos últimos anos. 

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