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| 28 de setembro de 2012 | 6h 40

Conheça o empresário que construiu um império de chocolate

A Chocolândia é a vida do empresário Osvaldo Nunes, que dedica para a empresa até os seus domingos de descanso

Gisele Tamamar, Estadão PME

Marcio Fernandes/AE
Marcio Fernandes/AE
Projeto.Nunes planeja abrir mais seis unidades

 À primeira vista, a Chocolândia pode parecer um supermercado comum: tem mercearia, artigos para higiene pessoal e limpeza e uma série de outros produtos. Mas a empresa fundada por Osvaldo Nunes, 58 anos, é especializada mesmo em vender chocolates. Tanto que na última Páscoa comercializou 4 mil toneladas do doce.

A principal loja da rede, localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, atrai inclusive caravanas de outras cidades e passa a funcionar durante 24 horas nos 45 dias que antecedem a Páscoa. Mas todo esse sucesso não é suficiente para deixar Nunes satisfeito.

O dono da Chocolândia demonstra orgulho ao contar que a sua empresa também influencia o empreendedorismo ao organizar 500 cursos, com aulas sobre bolos e culinária oriental, por exemplo. Cerca de 6 mil alunos são formados por mês. O fundador, inclusive, mantém uma relação de amizade – claro, com troca de conhecimentos sobre chocolates – com o fundador da Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa.

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De família humilde e nascido no interior do Estado, Nunes chegou a São Paulo e começou a trabalhar com apenas 7 anos.

Por isso, a lista de empregos até tornar-se dono da Chocolândia é extensa: auxiliar em uma sapataria, engraxate, funcionário de padaria, feirante, office-boy, distribuidor da Bauducco, vendedor, gerente de merchandising na Lacta, entre outros. Nunes chegou, inclusive, a trabalhar na área administrativa do Grupo Silvio Santos, lidando diretamente com um dos maiores comunicadores do País.

“Lembro que ele não gostava de braços cruzados. Ele achava que você tinha que estar sempre de braços abertos para receber as pessoas, as coisas boas”, recorda o empreendedor.

Mas foi durante uma das visitas como vendedor de doces a pequenos varejista que ele recebeu a oferta para comprar uma bonbonnière localizada na Vila Prudente. Era a Doceria Laruta. Nunes aceitou o desafio, reformulou a loja e, com isso, vendeu dez vezes mais já no primeiro mês de atuação no estabelecimento.

No início, mesmo com a doceria, Nunes manteve-se no emprego de gerente na Lacta. A extinção da área de vendas em 1994 o levou a investir o dinheiro da indenização, e da venda da doceria, na abertura da Chocolândia no Ipiranga. Na época, em um espaço de 120 m².

Atualmente, a loja principal da rede tem quase 11 mil m² e unidades que funcionam na Lapa, Tatuapé, Santo Amaro e na cidade de Santo André. Os planos de expansão ainda incluem uma loja na zona norte de São Paulo e nas cidades de Osasco, Guarulhos, Santos, Campinas e também Sorocaba.

Disposição. O empresário mantém intenso ritmo de trabalho, inclusive aos domingos, quando ministra palestras nos cursos profissionalizantes. “Sempre soube que teria um negócio. Aprendi muito, mas também via os erros dos meus antigos patrões e falava: ‘Ou eu quebraria ou então mostraria como fazer direito.’”

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