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Na prática: inovação no mercado de esmaltes

Daniel Fernandes

03 de outubro de 2011 | 09h24

Daniel Fernandes

Quando decidimos fazer, para a quarta edição do caderno Estadão PME, uma matéria sobre o mercado de esmaltes no Brasil eu pensei: o que pode existir de inovação ali? A resposta foi rápida: muito!

As empresas do ramo faturaram perto de R$ 500 milhões em 2010 e parte deste dinheiro é movimento por pequenas e médias empresas que apostam sempre na inovação para competir com os grandes ‘players’ do mercado.

Essas empresas menores fazem, na prática, o que cansamos de recomendar aos empreendedores desde a nossa primeira edição, quando tratamos exclusivamente de inovação.

Veja o caso de Vincenzo Barella, fundador da Speciallità. Ele apostou nos esmaltes holográficos em sua recente coleção. Trata-se de uma inovação, de oferecer algo que os concorrentes não têm ou não dão muita importância.

Outra estratégia de Barella é apostar nas cores ousadas e no lançamento de produtos conforme o calendário da moda. A proposta tem dado resultado. O faturamento da sua empresa aproxima-se de R$ 1 milhão. E ele, a julgar pelas fotos que produzimos para o caderno, está muito contente com o desempenho do seu empreendimento.

Mas o caso de Pedro Goulart, também empresário do ramo e dono da marca Mohda, é emblemático. E prova incontestável de que é possível inovar em tudo. Ele, por exemplo, percebeu que havia consumidoras que testavam os esmaltes e compartilhavam suas impressões por meio de posts em blogs. O empreendedor não pensou duas vezes: passou a formalizar parcerias com esses blogs – hoje são 36 convênios. Elas recebem seus produtos, testam e emitem opiniões.

É claro que a estratégia pode apresentar problemas se o esmalte feito pela Mohda de Pedro Goulart não for de qualidade e receber críticas. Não parece ser o caso, afinal, o empresário tem garantido boa visibilidade aos seus produtos sem gastar um centavo com publicidade. A inovação, como estamos percebendo, está em tudo.

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