Você entrou na zona de conforto como 'Buda sentado mexendo só as coisas ao seu redor?'

Daniel Fernandes

19 de fevereiro de 2014 | 06h36

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira
Eficiência. Será que é uma ciência bicho de dezoito cabeças tão difícil assim?
Ultimamente, na De Cabrón, temos conversado muito sobre a zona de conforto e o quanto é natural entrarmos nesse modo “Buda sentado mexendo só as coisas ao seu redor”. Que nada! Levante essa bunda e saia do seu quintalzinho! Mire em novos horizontes. Busque novas soluções. Reveja seus processos. Seja crítico. Seja eficiente. De verdade.
Principalmente por enfrentarmos, nos dias de hoje, uma séria crise de mão de obra em todos os aspectos. Hoje, de um modo geral, temos um custo operacional altíssimo com uma uma insistente tendência a baixo resultado produtivo. Por isso, precisamos ser criativos para lidar com isso. Mas de que maneira, se somos ineficientes em coisas básicas, como, em sua grande maioria, “se” expressarmos corretamente.
Ou algo que deveria ser simples como interpretar textos. Então, como vamos exigir menos impostos, por exemplo, se temos preguiça em ler o texto e o contexto dos mesmos? Estar na zona de conforto é a força que nos impulsiona para a ineficiência.
Confesso a vocês que chego até a ter falta de ar quando vejo a ineficiência de algumas empresas em tarefas fundamentais para seus negócios. Não que a DE CABRÓN funcione como um relógio suíço, mas buscamos incessantemente pela eficiência em nosso negócio. Em nossa operação, certamente, nesses últimos dois anos as transportadoras talvez sejam as empresas que mais nos trouxeram problemas.
“Alô, bom dia! Por favor, você poderia me informar quando nossa remessa chegará, já que está atrasada há dois dias”. E a resposta básica, invariavelmente, é: “Senhor, estamos sem sistema.” Sem contar as inúmeras vezes em que as nossas encomendas chegam  danificadas aos nossos clientes. Outro dia, cheguei até a conversar com um amigo engenheiro elétrico sobre a possibilidade de desenvolvermos um dispositivo simples com um “acelerômetro”, para monitorarmos e verificarmos como são as condições de envio de nossas encomendas.
Aliás está aí uma oportunidade de produto. Porque a culpa nunca é do transporte. WMG! Vocês já viram como é descarregar um caminhão de telhas ou tijolos em uma obra? Por diversas vezes, tive a certeza de que as transportadoras usam o mesmo sistema. Assim, aproveito para lançar aqui duas oportunidades de novos negócios para empreendedores de plantão: sistema administrativos para transportadoras que realmente monitore o processo e transportadoras que realmente falem a verdade e sejam eficientes.
Ou pelo menos que atuem aqui no velho oeste. 😛
Para um empreendedor, a zona de conforto não existe. E isso precisa estar dentro de você, no fundo da sua alma, sendo tão natural quanto respirar. Porque só assim você vai melhorar sua eficiência.
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