Você conhece o Sriracha? Molho está conquistando os EUA

Daniel Fernandes

10 de dezembro de 2014 | 06h13

Leo Spigariol escreve toda quarta-feira
Nesse último sábado, conseguimos materializar um projeto no qual trabalhamos há pelo menos 18 meses: o molho tipo Sriracha. E o pré-lançamento não poderia ser melhor: 5ª Festa do Santo Porco, organizada pelo chef André Mifano, que comanda o restaurante Vito, a meca do porco em São Paulo.
Foram mais de mil e tralalá sandubas servidos que se esgotaram em praticamente três horas. Sensacional. Valeram a espera de duas gestações. Então pergunto: o que vem a ser Sriracha mesmo?
Original da Tailândia, de uma cidadezinha chamada Si Racha, na província de Chon Buri, sriracha é um molho com receita típica em forma de purê, com base de pimenta, vinagre, alho, açúcar e sal. Mas o grande segredo mesmo está no processo de fermentação.
É algo tão incrível e complexo que fico surpreso que tenhamos conseguido, em tão pouco tempo, acertar a receita e conseguir fazer um belo estoque de matéria-prima. Sem dúvida alguma, o jeito de pensar do meu sócio fez toda a diferença.
Outro dia escrevi sobre seu processo criativo para um produto. Leia aqui. Mas o que isso tem a ver com a gente aqui? Por que fizemos isso? Nos Estados Unidos, é uma febre, e a principal fábrica, Huy Fong Foods, deste tipo de molho, não consegue atender à demanda. Mas resolvemos encarar o desafio, principalmente por dois motivos. Primeiro, porque o molho tipo Sriracha se encaixa em diversas situações de consumo.

É impressionante como vai bem com tudo! E, melhor ainda, nas coisas que o brasileiro adora: churrasco, pastel, macarrão, pizza, hambúrguer, petiscos etc. Segundo, porque a economia sinaliza retração em nichos de produtos com maior valor agregado para o próximo ano.
E, claro, precisamos considerar que o nosso principal concorrente, o molho de pimenta Tabasco, é importado e é adquirido em dólar. Certamente, isso vai dificultar muito a operação deles, com os números crescentes do câmbio. O molho sriracha torna nossa pirâmide de consumo maior, melhoramos performance no PDV, fortalecemos a marca e atacamos de forma agressiva o on trade – aqueles estabelecimentos que o produto pode ser consumido na loja.
Sem dúvida alguma, 2015 será um ano bem picante. Pelo menos para nós.