Uma reinvenção diária

Daniel Fernandes

16 de junho de 2015 | 06h57

Com os avanços tecnológicos, muitos serviços e produtos deixaram de existir ou passaram a ocupar uma fatia pequena do mercado. Com isso, várias empresas fecharam as portas, mas algumas encontraram caminhos para se reinventar. Um exemplo de empresa que inovou e sobreviveu graças à diversificação de produtos e serviços oferecidos foi a Xerox.
Há 75 anos, Chester Carlson inventava a xerografia, que lançou a Xerox. Seu surgimento permitia a cópia de fotos e textos em papel e, na época, foi uma revolução na forma como as informações eram compartilhadas. A marca forte, que virou sinônimo de fazer cópias, enfrentou uma grave crise nos anos 1990, com a popularização do mundo digital. Se antes as copiadoras de papel eram fundamentais, com o surgimento da internet elas passaram a ficar obsoletas e foram facilmente substituídas. Entretanto, a empresa buscou uma maneira de sobreviver a este cenário.

Mesmo no auge da crise, a empresa continuou investindo em pesquisas e a solução encontrada foi diversificar os negócios, sempre seguindo os conceitos de Carlson. A ideia de compartilhar informações e facilitar a forma como o trabalho é feito se mantém viva como filosofia da Xerox, que hoje atua no segmento de tecnologia da informação, processos de negócios e gestão de documentos, atuando inclusive nos setores de saúde e educação. Além disso, desenvolve novos produtos, como impressoras. Por mais que a Xerox tenha se reinventado, seus valores continuaram alinhados com tudo o que a empresa havia feito nos anos anteriores.
Para mim, inovar é criar soluções aparentemente desconexas. Se a Xerox continuasse fazendo somente “xerox”, teria morrido. Hoje ela só está no mercado porque se reinventou, mudou de estratégia e passou a oferecer novos produtos e serviços. Esse caso nos mostra a importância de uma empresa se manter atenta às evoluções, ser adepta de novas tecnologias, acompanhar as demandas do mercado e de permanecer fiel aos seus valores.
* Bel Pesce é fundadora da escola FazINOVA e autora dos livros “A Menina do Vale” e “Procuram-se Super-Heróis”. Apaixonada por culturas empresariais, Bel Pesce explora diferentes cases em sua coluna no Estado PME.

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