Uma hora para conversar sobre o que faz as pessoas felizes

Daniel Fernandes

14 de janeiro de 2013 | 08h03

Pedro relembra o momento que quebrou a empresa, em 2005.



Primeiro, super obrigado pelo imenso apoio no post do blog da semana passada que foi simplesmente fantástico, principalmente o retorno das pessoas do LinkedIn. Muito obrigado! Agora vamos continuar o tema da transparência na internet e como esta possibilita a nova era da autenticidade.
Momentos de crise são tipicamente especiais para grandes transformações pessoais e, por consequência, aprendizados profissionais. Quando quebrei, em 2005, eram problemas, reclamações, pessoas pedindo as contas e o pior: não entregar o prometido, apesar de mantermos a franqueza com os clientes sobre o difícil momento.
Fiquei bem deprimido.
Como nada tinha, comecei a parar a empresa por uma hora para fazer algo que eu gostava muito e também refletir sobre o que estava acontecendo. Esta hora para ouvir e conversar sobre o que faz as pessoas felizes, para cantar, escutar óperas e fazer ginástica era algo que parecia loucura no contexto do trabalho, mas que me fazia muito bem. Esses momentos ajudaram a criar a marca da cultura que temos hoje na empresa. A marca era o T! (Qual o seu tesão?) e que depois consolidou-se em algo mais estruturado que chamamos de UAH (Ambiente formativo ClearSale). Usamos o método Roda & Registro da doutora em educação Cecilia Warschauer (www.rodaeregistro.com.br).
Cultura é gente, pessoas, como elas agem, como se tratam, como pensam em um sentido maior para a vida e, principalmente, quais valores adotam para viver bem no dia a dia.
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Não importa o porte da empresa e qual o setor em que ela atua. Todo empreendimento tem uma cultura, com um modo operante, que vive e sobrevive graças aos seus líderes, seus exemplos, suas ações e também o que estes mesmos líderes toleram (Paulo Lalli).
A marca da cultura, então, é aquilo que norteia o comportamento das pessoas de forma integrada e única, não importando o contexto. E dessa forma, a autenticidade surge quando valores e princípios são vividos dentro e fora da empresa. A marca, portanto, é como somos vistos fora, com o agir no relacionamento com o cliente. É uma construção ganha-ganha, em conjunto, onde todos tem resultado! Viver princípios assim é uma construção diária das pessoas dentro de uma cultura que foca o humano.
Então, a marca da cultura tem como pilares o ser humano e como tratar o seu entorno. Esta cultura é humana! Humana na busca de entender a subjetividade de cada pessoa e a partir deste entendimento dar um sentido maior na prática do trabalho! Humana no acolher das pessoas com afetividade e respeitando suas emoções! Humana porque busca respeitar, aprender e tirar algo de bom em cada interação! Humana no ouvir e fazer a troca de conhecimento de forma verdadeira! Humana ao tratar as pessoas como sujeitos e não como objetos!
É um desafio enorme buscar estas qualidades e hábitos e é neste caminho que reside a grande beleza de fazer do dia a dia do trabalho um ambiente autoformativo, onde as pessoas constantemente aprendem sobre si, sobre os outros e com os outros.
Na ClearSale, em uma das estações da UAH chamada Aprender Crescendo, temos o ritual de parar a empresa todas as terças-feiras, como nos velhos tempos em 2005, para pensar a pessoa que existe dentro do profissional e com práticas lúdicas. Assim, vamos aos poucos abrindo espaços para que as pessoas possam quebrar a rotina, desligar a robotização das tarefas diárias e ir além do profissional, colocando a pessoa por inteiro naquelas horas de trabalho. Enfim, é trabalhar a autenticidade dentro do ambiente corporativo.
Esta é a era da autenticidade! Com a transparência que a internet proporciona, a marca começa dentro de casa com uma cultura que realmente foque nas pessoas e que ela seja fiel aos valores que a empresa prega. Autenticidade é também agir de acordo com o prometido. Paulo Lalli no seu vídeo faz uma analogia da marca com a figura de um iceberg, isto é, o que fica dentro (da água), a cultura, é muito maior. Cultura é muito peculiar a cada empresa e espero que as instigações aqui sirvam para refletirmos um pouco mais sobre este incrível tema. Então, qual a marca da tua cultura?
Click aqui para vídeo de Paulo Lalli.
Click aqui para vídeo sobre a UAH.
Click aqui para o livro sobre a UAH.

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