Uma alternativa ao motoboy (ou como dar vida para a ideia de fazer entregas com bicicletas)

Daniel Fernandes

06 de fevereiro de 2014 | 05h36

RAFAEL MAMBRETTI, DA CARBONO ZERO COURIER, ESCREVE TODAS AS QUINTAS
Se passaram mais de quatro anos quando meu irmão (mais velho – caçulas, vocês entenderão esse comentário), Danilo Mambretti, engenheiro e Eu, Rafael Mambretti, graduado em administração de empresas, começamos a colocar um desejo em prática: empreender, montar um negócio. Mas queríamos criar algo diferente, algo que fugisse do status quo e entrasse em uma nova forma de fazer negócio, ou seja, não pensar mais somente em ter lucro a qualquer custo, mas levar – na prática – outras variáveis em consideração.
De uma série de ideias, a que mais nos atraiu foi a de uma empresa que efetua entregas (motoboy). Ao invés de motos, por que não bicicletas? O nome Carbono Zero surgiu logo de cara, eventualmente, evoluindo para Carbono Zero Courier a media que nos aprofundávamos em nossas pesquisas e na construção do plano de negócio, que vou chamar de PN.
Cerca de um ano e meio depois da inspiração e do início da elaboração do PN – na época ambos trabalhávamos e tínhamos tudo para seguir e construir carreiras – começamos a montar (como uma bicicleta), o nosso sonho, peça por peça. Inicialmente, somente um de nós (Eu) precisaria e poderia dedicar 100% do tempo, o outro ajudaria nas horas vagas.
Para mim, surgiram duas paixões, a bicicleta e empreender. Como um cientista, resolvi testar – em mim mesmo – a minha própria vacina. Afinal, se iria vender um serviço de bicicletas, precisaria saber – um pouco – sobre como funcionariam os deslocamentos. Há mais de três anos a bicicleta é meu meio de transporte na cidade de São Paulo, sou um feliz bike commuter.
A Carbono Zero Courier hoje é uma das empresas mais antigas do Brasil a prestar o serviço de entregas expressas com bicicletas, inspirou dezenas de novos negócios a fazerem o que a gente faz e nos tornamos referência (e não só para trabalhos acadêmicos).
Aqui vamos expor nossas experiências, erros e acertos. Não somos os donos da verdade, gurus do empreendedorismo, reis das startups ou herdeiros de multinacionais. Somos, simplesmente, pessoas que buscaram dar vida a uma ideia.
Até a próxima e um abraço, Rafael

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