Um lanche do McDonald´s pode sim demorar setenta minutos

Daniel Fernandes

14 de abril de 2015 | 10h14

Você sabe que existe uma grande diferença entre EFICÁCIA e EFICIÊNCIA, não é mesmo? Não sabe? Nossa!!!! (Tudo bem, eu não sabia até a semana passada).
Ocorre que há uma diferença grande, principalmente no mundo dos negócios. E do empreendedorismo, claro.
A diferença básica pode ser explicada assim pela teoria de negócios
Eficiência
Faz corretamente as coisas
Soluciona problemas
Economiza recursos
Cumpre obrigações e tarefas
Diminui custos
Curto prazo
Operacional
Eficácia
Faz as coisas corretas
Antecipa-se aos problemas
Otimiza a utilização dos recursos
Obtém resultados
Aumenta os lucros
Longo prazo
Resultado
Ou seja, uma pessoa pode fazer as coisas corretamente, como por exemplo, servir um hambúrguer setenta minutos após o pedido do cliente. Está tudo ali: o cliente pede ‘dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim’. E a pessoa entrega. Mas certo mesmo está o funcionário que faz as coisas corretas: entrega tudo isso no tempo determinado como padrão de eficiência – se você não se lembra, o McDonald´s vende hambúrguer, mas também eficiência e agilidade, por isso, ser rápido faz parte do negócio.
Esse exemplo ainda nos leva a outro. A Apple faz corretamente as coisas quando decide lançar o Apple Watch. Ela precisa atualizar constantemente seus clientes com inovação, ela precisa disso para continuar a ser reconhecida no mercado (e pelo consumidor) como um negócio capaz de entregar o que há de mais novo à disposição. Mas isso não quer dizer que a empresa vai atingir um sucesso estrondoso no mercado. Aliás, o produto tem enfrentado alguma resistência nas resenhas feitas por especialistas em tecnologia, o que tem deixado o consumidor com o pé atrás.
Mas a Apple, claro, também já fez as coisas corretas. E até para abusar, se antecipou aos problemas ao invés de resolver os problemas. O ipod, por exemplo, foi um aparelho que revolucionou a indústria da música. O homem já escutava música de maneira individual desde que a Sony havia inventado, na década de 1970, o Walkman. Mas a empresa então dirigida por Steve Jobs soube antecipar-se a um desejo do consumidor – desejo esse que ele nem sabia ter – e criou um aparelho capaz de agregar a música digital (que começava a ganhar espaço nos anos 2000) com uma experiência de uso absolutamente igual, mas nova, para o cliente – que passava a usar o computador para transferir os arquivos em vez do CD.
E por que a Sony não inventou o iPod? Talvez ela estivesse preocupada em simplesmente fazer corretamente as coisas.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME, projeto multiplataforma do Estadão.
 
 

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