Tudo deveria parar no fim do ano!!!! (Mas o governo não cobraria impostos e as empresas não pagariam salários)

Daniel Fernandes

04 de dezembro de 2014 | 06h17

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
Essa é a época que muita gente espera ansiosamente, certo? Fim de ano, festas de encerramento, confraternizações, amigo secreto, alguns funcionários que esperaram o ano inteiro para ir na festa da empresa, fazer papelão bebendo todas e dando em cima de todas as colegas de trabalho (alguém quer compartilhar alguma história? risos). Brincadeira e exageros a parte, para alguns empreendedores final de ano significa: “Nos falamos depois do Carnaval”.
Poderia até não ser verdade, mas acho que já estamos tão condicionados – como sociedade – que o Brasil ‘para’ mesmo, que é o desejo de todos ‘darem um tempo’. Algumas vendas caem, o mercado vai estagnando e postergando ‘para depois do Carnaval’ (depois da ressaca, né?).
Cultural ou realidade? Psicológico ou verdadeiro? Para o comércio pode ser a melhor época do ano. Para serviços, talvez não. Engraçado, a minha impressão e análise (bem superficial) é a de que quando chega o verão nos EUA, por exemplo, as expectativas econômicas são as maiores possíveis, lançamentos de blockbusters, serviços e outras coisas. Por aqui não tenho a mesma impressão, parece que queremos ‘largar tudo e ir para a praia’.
Teve ano que resolvemos permanecer ‘abertos’ no período entre Natal e Ano Novo, como ano que resolvemos ‘fechar’. Não acredito que tenha uma escolha certa, mas acho que o ideal era tudo fechar, tudo parar e todo mundo poder curtir as festas com suas famílias e descansar. Em compensação, o governo não cobraria impostos nesse período, as empresas não pagariam salários, para ninguém sair prejudicado, seria uma espécie de greve e calote geral combinados.
Interessa? Vamos juntos? Por exemplo, o supermercado não estaria aberto, afinal, a pessoa que repõe as cervejas também é ser humano, né? Quer descansar e curtir como todo mundo. Ou não, alguns serviços e produtos ‘essenciais’ permaneceriam abertos? Complicado (risos).
Sei que no nosso segmento diminui (e bastante) a demanda nessa época. A nossa ‘ponta’ é afetada, pois todo o processo, até chegar a nossa parte também é. Existe uma procura maior por conta da distribuição (sim, também distribuímos brindes e outros produtos – clique aqui para entrar em contato e fazer uma cotação) de brindes, mas em compensação, o volume já vai apresentando uma queda desde o início deste mês. A famosa sazonalidade? Acho que é. Cabe a nós planejarmos e nos prepararmos melhor para o momento de redução natural (?) das vendas.
Talvez seja positivo, talvez nos dê o tempo que precisamos para refletir e fazer o balanço anual de tudo e não só financeiro, que, aliás, só finaliza em março.
Até semana que vem (bem antes do Carnaval).
Um abraço, Rafael
 
 

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