Treinando o inimigo

Daniel Fernandes

12 de junho de 2014 | 06h26

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
O título foi baseado naquele filme, “Dormindo com o inimigo”. Apenas uma brincadeira ou trocadilho com o fato de que já tivemos (mais de 1x), pessoas que deixaram a nossa empresa e foram (tentar), empreender uma “igual”; ou seja, viraram nossos concorrentes.
A primeira vez que esse fato ocorreu foi uma surpresa, por uma séria de razões, mas compreensível. É relativamente natural esse movimento, ocorreu e ocorrerá, com diversas outras empresas. Prepare-se! =)
Nossa maior preocupação nunca foi em termos mais um concorrente. Em posts anteriores escrevi (e sempre disse), que eventualmente concorrentes surgiriam e, novamente, isso é natural. O principal é a qualidade que o serviço será prestado, a imagem que isso passará para clientes, parceiros, mídia etc.
Não desejamos que se crie um estigma negativo para os ciclistas entregadores, consequentemente para as empresas que prestam o serviço.
Essas pessoas que fizeram isso, foram treinadas, aprenderam com nossos erros e acertos. Colaboraram para o crescimento e – em um determinado momento – entenderam que talvez ganhariam mais dinheiro “sozinhos” (esse não foi o único motivo para fazerem isso, mas normalmente é o principal).
Particularmente, eu fico feliz que as pessoas resolvam passar por isso, viver essa experiência. Infelizmente, a grande maioria dos seres humanos não consegue entender o que é calçar os sapatos dos outros até que o faça! Ou a história da “grama do vizinho ser mais verde”. Vivenciar a experiência de montar uma empresa e “ser o chefe”, ajuda a entender os dois lados da moeda: de ser chefe e de ser funcionário.
Nenhuma das pessoas que fizeram isso, até hoje, deram certo. Eventualmente o serviço deixou de ser prestado. Espero que, acima de tudo, fique o aprendizado.
Mais uma vez, obrigado pelo tempo e atenção.

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