Trajetória de Jair Rodrigues deixa ensinamentos: alegria, inovação e parcerias

Daniel Fernandes

08 de maio de 2014 | 12h11

Jair Rodrigues morreu nesta quinta-feira, dia 8. Mas a trajetória do artista deixa valiosos ensinamentos. E muitos deles aplicáveis ao cotidiano de pequenos empreendedores. O primeiro e mais óbvio é o fato do cantor ser extremamente alegre, uma felicidade que transpareceu em todo o seu trabalho e que nos indica claramente que ele fazia aquilo que gostava.
Não por acaso essa é uma dica de onze em cada dez especialistas em empreendedorismo. Ao começar um negócio próprio tenha certeza que isso é coisa mais legal que você vai fazer na vida. Isso ajudará e muito na condução do empreendimento e essa alegria será a fonte de inspiração quando aparecerem as dificuldades. E elas sempre vão aparecer, que o diga o empreendedor João Appolinário. Criador da Polishop, ele recentemente contou ao Estadão PME que nunca bateram a sua porta com soluções, mas sempre com problemas.
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Mas há outros ensinamentos valiosos que podemos extrair da trajetória do artista.
Um deles é o valor da parceria. No mundo artístico, como de maneira geral no empreendedorismo, não se chega a lugar algum sem parceiros. E um dos marcos da carreira de Jair Rodrigues foi a parceria com Elis Regina. Juntos, eles comandaram o programa ‘O fino da bossa’, produzido pela TV Record em 1965. O sucesso da atração marcou a entrada de Jair Rodrigues, definitivamente, no rol de estrelas da MPB.
Por último, a inovação. Para se sobressair é preciso criar algo novo. A interpretação do cantor de ‘Deixa isso pra lá’ é considerada o primeiro rap brasileiro – graças à gesticulação que fazia com a palma da mão e ao refrão falado.
* Daniel Fernandes é editor do Estadão PME e escreve de vez em quando no Blog do Empreendedor

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