Steve Jobs odiava o conceito por trás do Apple Pencil! Será mesmo?

Daniel Fernandes

10 de setembro de 2015 | 10h50

Na velocidade da internet. Bastou Jonathan Ive apresentar a novidade, no caso, o Apple Pencil, para a internet – essa ferramenta maravilhosa que amamos tanto odiar – lembrar a todos nós que Steve Jobs odiava o conceito desse tipo de produto. Nota  da versão online de O Globo, por exemplo, lembrou de uma conferência em que Jobs dizia textualmente. “Quer uma caneta? Você precisa pegá-la, puxá-la, perdê-la. Ninguém quer uma caneta.”
Mas aprendi que quando falamos de inovação não adianta olharmos o passado. O que não era ontem pode ser hoje. O passado ensina, ajuda a construir o futuro, mas serve para apenas isso. Para a internet, então, digo o seguinte: não adianta criticar a Apple pela caneta-lápis do futuro que Jobs odiaria. Na verdade, a pergunta a título de especulação que deve ser feita é a seguinte: Jobs realmente odiaria hoje a caneta-lápis?
Óbvio que eu não tenho (ninguém tem) a menor ideia da resposta. É possível supor, talvez, que ele simplesmente não estaria preocupado com ela. Ele estaria preocupado em criar uma nova necessidade para o consumidor, algo que a pessoa simplesmente não tem ideia de que precisa. Como o iPod, como o Iphone…até como o iPad.
Diante disso, e aí sim, há uma ruptura em relação à Apple do presente, e o que ela propõe para o futuro, em relação à companhia idealizada por Jobs no passado. Não há mais a noção de desenvolver uma ideia que atenda uma necessidade. Há simplesmente (e fazer isso não é tão simples assim) a noção de que a realidade sem Jobs é de que a ideia – no caso o Apple Pencil – não precisa ser única (concorrentes já têm o produto), mas sim ser bem usada pelo empreendedor.
Talvez, a frase de Jobs ‘Esteja sempre faminto, seja sempre um tolo’ esteja sendo paulatinamente substituída pelo conceito de que ‘Oportunidades é que geralmente são únicas, não as ideias’.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME, formado em jornalismo pela FIAM e pós-graduado em ciências aplicadas ao consumidor pela ESPM. Curso atualmente MBA em Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, com muita frequência, perco o sono tentando imaginar como será o trabalho de conclusão de curso.

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