Starbucks está revisando política de proibir que os funcionários mostrem suas tatuagens

Daniel Fernandes

15 de setembro de 2014 | 18h09

Uma das questões mais difíceis, para qualquer gestor e, principalmente, para o empreendedor, é definir a maneira como os funcionários devem se vestir no trabalho. Até onde afrouxar a corda e deixar a decisão a cargo do funcionário? Até onde restringir essas liberdades individuais em nome da cultura da empresa e da imagem que ela passa para os clientes e potenciais consumidores dos seus produtos e serviços?
A resposta está no tipo de negócio que você administra. Uma startup pressupõe liberdades nesse quesito maiores do que o empreendedor de um negócio mais formal, como uma loja para um público mais velho e, muitas vezes, mais conservador.
Mas o empreendedor pode retirar alguns bons ensinamentos de grandes corporações. Pois não importa se você tem um ou milhares de funcionários, a dúvida sempre existe e esse código deve ser revisitado de tempos em tempos.
É exatamente esse o processo pelo qual a Starbucks passa nos Estados Unidos.
A cafeteria mais famosa do mundo anunciou recentemente que está revisando o ‘dress code’ e a política da empresa em relação à tatuagens como parte de mudanças maiores que visam elevar a experiência de seus colaboradores com o negócio. Hoje, a Starbucks não permite que os funcionários exibam suas tatuagens. ‘Nós temos essa política para preservar uma aparência profissional’, argumentou a empresa em comunicado enviado ao Estadão PME por e-mail.
O trabalho de revisão, ainda informa a Starbucks, está em andamento e inclui coletar as informações dos próprios funcionários, uma maneira de ‘garantir que as mudanças façam tanto sentido e sejam tão relevantes quanto o possível’
A revisão do dress code começará pelos Estados Unidos, mas a Starbucks admite que vai compartilhar os ensinamentos obtidos com seus parceiros ao redor do mundo, embora a companhia admita que vai dispor do tempo necessário para entender o que é mais importante e relevante para os funcionários de outras culturas e países.
E qual a sua política a respeito? Conte pra gente!
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME
 
 

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